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O futuro reside na empatia

Muito em breve, a liderança do pensamento vai estar nas mãos de empresas que oferecem, em vez de conhecimento, mais empatia — capacidade de entender emocionalmente o que outra pessoa sente em determinada situação; ou simplesmente, a capacidade de se colocar no lugar do outro.

De acordo com Steve Rubel, diretor de conteúdo estratégico da Edelman, o poder das empresas vai estar em “revelar, por meio de conteúdo inovador, não apenas o que as pessoas veem, mas acima de tudo, como se sentem sobre suas paixões, suas ideias e suas necessidades como clientes”. Não à toa, a individualidade está se tornando a tendência dominante.

Com isso, a empatia passa a ter muita importância. “Há um movimento cada vez mais presente em curso para criar locais de trabalho mais empáticos. Isso vem alimentando uma onda de transparência na qual sentimentos e até emoções sem filtro são bem-vindos”, diz Rubel.

Como conta o especialista: “No livro Opção B, Sheryl Sandberg, COO do Facebook, e Adam Grant, professor da Wharton School, revelam que compartilhar infortúnios e vulnerabilidades pessoais pode levar a um ambiente de trabalho mais empático, mais resiliente e produtivo”.

Além disso, hoje a proliferação de tecnologias de mídia social criou um ambiente em que nossas vidas pessoais e profissionais se misturam. “Portanto, sabedoria embalada com inteligência emocional pode ter um alcance muito maior do que apenas ideias isoladas”, diz Rubel.

A criatividade e a narração de histórias ainda são decisivas para envolver as pessoas, mas a forma como cada um reage e interage com o conteúdo é que vem assumindo posição de destaque. Então, criar conteúdo igual para todos já não é uma boa estratégia. A ideia agora é dar foco às experiências individuais, interativas, e para cada segmento.

Como afirma Jeff Bezos, CEO da Amazon, gigante de tecnologia e maior varejista da internet, “se você inventa algo completamente novo e radical mas os clientes não ligam para aquilo, você não vai provocar nenhuma disruptura. Uma invenção radical só provoca disruptura se os clientes amarem. Então, nosso modo de pensar é: como podemos encantar os clientes? Não procuramos provocar disruptura, buscamos deleitar as pessoas”.

Segundo Rubel, o pensamento oportuno e relevante que aborda os problemas do cliente vai continuar a ser fundamental. O futuro do pensamento inovador, portanto, será muito mais emocional e empático. “Nos negócios, as relações é que vão comandar”, conclui.

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