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Digital twin: réplicas virtuais abrindo novos horizontes

De algum modo já estamos bem familiarizados com a digitalização de coisas físicas (livros transformados em e-books, jornais em sites, formatos eletrônicos em processos digitais, como na música, etc.). Mas a tecnologia do “duo digital” ou gêmeo digital (digital twin) — modelo virtual de um processo, produto ou serviço — é algo diferente que permite às organizações fazer previsões para reduzir custos e ganhar eficiência, impulsionando inovação e resultados como nunca.

Basicamente, um “duo digital” é uma cópia digital dinâmica de um bem industrial que permite às empresas entender e prever melhor a performance de suas máquinas/aparatos físicos, a fim de encontrar novas soluções, podendo mudar até mesmo a forma como os negócios operam.

Basta pensar no “duo digital” como uma ponte entre o mundo físico e o universo digital.

Esse emparelhamento entre o mundo virtual e o físico permite a análise de dados e o monitoramento de sistemas para evitar problemas antes mesmo que possam ocorrer, evitar tempo de inatividade, desenvolver novas oportunidades e até mesmo planejar o futuro usando simulações.

Além de desenvolver melhorias em produtos, operações e serviços existentes, a tecnologia do duo digital também pode ajudar as empresas a melhorar a experiência do cliente, com uma compreensão mais abrangente de suas necessidades.

Hoje, a inteligência e a conectividade das máquinas com a nuvem (cloud) nos permitem um potencial sem precedentes para a implementação da tecnologia do “duo digital” em larga escala para empresas de diversos setores.

Por exemplo, o “parque eólico digital” da GE inaugurou novas formas para melhorar produtividade. A GE usa o ambiente digital para informar a configuração de cada turbina eólica antes da construção. Seu objetivo é gerar 20% de ganhos em eficiência, analisando os dados de cada turbina que são fornecidos ao seu equivalente virtual. “Para cada bem físico do mundo, temos uma cópia virtual executada na nuvem, que fica cada vez mais rica (e produtiva) com cada segundo de dados operacionais”, declarou Ganesh Bell, diretor digital da GE Power & Water.

Duos digitais são poderosos guias para impulsionar novos negócios, pois dentro do ambiente virtual é possível descobrir oportunidades e aprender lições, que quando aplicadas ao mundo físico têm o potencial de transformar a empresa. Segundo previsão do IDC, em 2018, as empresas que investem na tecnologia “duo digital” vão notar uma melhoria de 30% no tempo de ciclo de processos cruciais.

A previsão é de que haverá bilhões de coisas representadas por duos digitais nos próximos cinco anos. Tudo indica que estamos à beira de uma explosão da tecnologia “duo digital”. Não é à toa que foi nomeada como uma das 10 principais tendências de tecnologia estratégica da Gartner para 2017. Cada vez mais empresas vão tomar conhecimento de histórias de sucesso de programas-piloto com modelos virtuais do mundo físico e querer implantar seus próprios “duos digitais” para obter vantagem competitiva.

Como afirmou Thomas Kaiser, vice-presidente sênior de IoT da SAP: “Os duos digitais estão se tornando um imperativo de negócios, cobrindo todo o ciclo de vida de um ativo ou processo e formando a base para produtos e serviços conectados. As empresas que não conseguirem corresponder a esse fato vão ser deixadas para trás.”

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