Estratégia

Os benefícios de se preparar para as tecnologias inteligentes

Apesar de todo o medo de que robôs, a automação e tecnologias inteligentes (AI) substituam as pessoas completamente em funções de trabalho, é inegável reconhecer as vantagens das transformações trazidas por tais tecnologias.

Ajay Agrawal, expert em Inteligência Artificial (AI) e co-fundador da Next-AI, reconhece que para a maioria das pessoas não é fácil imaginar que capacidades cognitivas tradicionalmente inerentes a seres humanos (julgar, analisar, tomar decisões) sejam dominadas por máquinas inteligentes. “O carro autônomo (sem motorista) talvez seja o exemplo mais chocante e icônico do potencial de transformação de tecnologias inteligentes substituindo o poder cognitivo humano, pois permite que as pessoas se deem conta de como essas novas máquinas não necessitam de nenhum input humano para funcionar, abalando de alguma forma nosso senso de controle, e até mesmo nossa ilusória relevância!”, comenta.

De todo modo, graças aos recentes avanços na capacidade de aprender das máquinas, o “mercado inteligente” já desponta no horizonte, com grandes benefícios.

Segundo Agrawal, todas as ações humanas podem ser delineadas por cinco componentes essenciais: dados, previsão, julgamento, ação e resultados. Sendo que os dois primeiros (dados e previsão) já começaram a ser realizados por tecnologias inteligentes — o Big data, que movimenta US$ 24 bilhões atualmente, é cada vez mais útil para fazer previsões de negócios usando dispositivos inteligentes (ou máquinas que aprendem).

Outra vantagem da crescente capacidade inteligente das máquinas, apontada pelo especialista, é a impressionante redução de custo na tarefa de fazer previsões. “À medida que a Inteligência Artificial evoluir, a habilidade humana de fazer previsões vai ser suplantada pelas previsões de robôs, mais baratas e melhores”, diz Agrawal.

No entanto, ele garante que isso não significa a ruína para empregos humanos, como muitos especialistas sugerem, porque a capacidade humana de julgar/analisar vai ganhar primazia. “Com o processo de fazer previsões ficando mais barato, o diagnóstico será mais frequente e conveniente, portanto será possível detectar muito mais condições iniciais solucionáveis, aumentando a demanda pela análise feita por seres humanos”, explica Agrawal.

Em suma, o que ele afirma é que nossa capacidade de fazer previsões vai perder espaço para a automação, mas habilidades cognitivas humanas relacionadas ao julgamento vão passar a ser mais valorizadas.

De todo modo, como afirma Richard Sutton, especialista em ciência cognitiva e AI, inevitavelmente seres humanos convencionais vão ter menor importância. Seus dois conselhos básicos para enfrentar esta nova era da automação e máquinas inteligentes são:
1. Abandone suas presunções.
2. Inclua AIs em seu círculo de empatia.

E como aconselha Ajay Agrawal, quando o mundo de repente se confrontar com um mercado inteligente em plena atividade, será melhor estar bem preparado.

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