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Entregar-se ao digital capacita para o digital

Diante de tanta inovação tecnológica, empresas estão experimentando transformações em uma escala e velocidade sem precedentes em tempo real. E os impactos do universo digital serão cada vez mais visíveis em negócios mais lentos para responder às atuais disrupturas.

De acordo com o report Harnessing Revolution: Creating the future workforce Today, da Accenture, líderes precisam aproveitar todas as vantagens de que dispõem — especialmente uma que corre o risco de ser negligenciada pelo foco excessivo em investir nas ferramentas tecnológicas mais recentes (quando deveriam se concentrar no que podem conseguir usando essas mesmas ferramentas): garantir que as pessoas sejam relevantes e adaptáveis para enfrentar os desafios desta nova era.

Mas pensar na capacitação desse jeito, como alerta o relatório, não é uma questão exclusiva do RH: “Se isso soa como uma questão de RH — não se deixe enganar. Criar o futuro da força de trabalho — agora — é da responsabilidade dos mais altos níveis da organização por causa da complexidade e da urgência do desafio, sem falar da oportunidade”.

Para ajudar as organizações a moldar e preparar um novo modelo de força de trabalho, agindo de forma proativa, listo abaixo algumas das recomendações publicadas no relatório da Accenture:

Recapacite desde o topo
Preparar a força de trabalho para o digital não exclui os escalões mais elevados da organização. Pesquisa da Accenture mostra uma escassez geral de experiência em tecnologia nas reuniões de Conselho: apenas 10% dos membros entrevistados relatam ter experiência profissional em tecnologia.

Lidere com novas capacidades
Há uma demanda por novas habilidades de liderança para liderar na atual era de disrupturas tecnológicas. Especificamente:
-Capacidade de gerenciar de forma horizontal e não hierárquica.
-Capacidade de demonstrar curiosidade intelectual.
-Capacidade de ir além da “mensuração e gestão” para inspirar criatividade e novas formas de pensar.

Crie uma força de trabalho mais flexível
Estruturas de trabalho rígidas e formais não apoiam as demandas de agilidade e rapidez necessárias da inovação digital. Redefinir e co-criar oportunidades de trabalho com base em perfis mais responsivos e temporários já é uma realidade. Esse tipo de oportunidade precisa estar disponível tanto para profissionais em tempo integral, como para freelancers.

Adote projetos colaborativos
A experimentação rápida deve prevalecer sobre a concepção de um projeto integral ou projetos-piloto. Em vez de tentar fazer a organização inteira adotar novas práticas, tente testá-las “pelas bordas” e procure mantê-las longe da cultura institucional cujo sistema imunológico pode esmagá-las. Mas dê apoio à cultura de “falhar rapidamente” (fail fast) com novas formas digitais de trabalho — por exemplo, com projetos colaborativos ou crowdsourcing. Vale se lançar nesses ambientes antes de implementar novidades para avaliar o impacto provável da mudança.

Aproveite o digital para capacitar para o digital
Tecnologias digitais não só são boas para instruir e capacitar, como suas várias ferramentas digitais — de MOOCs (Cursos Massivos Abertos On-line) a tecnologias vestíveis, que permitem a aprendizagem em tempo real no momento da necessidade — podem ser alinhadas aos estilos de aprendizagem de profissionais, circunstâncias e ambientes.
A Airbus, por exemplo, lançou recentemente um programa de vestíveis para equipar e apoiar o trabalho diário de seus colaboradores de linha de montagem com avançados dispositivos móveis e portáteis, de olho no aumento da produtividade, melhoria da qualidade do serviço e geração de economia.

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