Risco

Por que ter uma cultura voltada para o risco

Hoje, a maior integração de fatores do contexto — globalização dos mercados, cadeia de suprimentos, ciclo de negócios — traz novos desafios de risco. Da mesma forma, a crescente dependência da tecnologia tem aumentado os riscos associados a disrupturas, que são muito mais intensas e duradouras do que em décadas passadas.

Neste panorama de mudanças rápidas e imprevisíveis, adotar uma cultura de risco, com melhores práticas, torna-se fundamental para lidar com consequências súbitas e inesperadas.

O fato é que os riscos podem ter vários níveis de impacto, e diferentes riscos podem combinar ou interagir para criar novos e maiores riscos. Por exemplo, um risco de privacidade (como bancos de dados de clientes roubados) pode rapidamente se transformar em um risco de reputação, seguido por risco de litígio e risco financeiro — tudo em curto espaço de tempo.

No entanto, o risco pode tomar muitas formas, proporcionando tanto oportunidade, quanto perigo. Mal gerido, pode causar uma violação de segurança, expondo a organização a perdas em potencial. Monitorado com eficácia, pode dar respaldo a áreas mais vulneráveis ao risco, como tesouraria ou auditoria interna.

A boa notícia é que assumir um risco que recompensa pode trazer benefícios substanciais para uma organização. Por exemplo, os riscos associados a novas tecnologias, produtos, mercados, modelos de negócios, alianças e aquisições, quando bem gerenciados, podem resultar em maior lucratividade e capitalização de mercado.

E hoje promover esse tipo de transformação qualitativa dos negócios depende, em grande parte, da tecnologia. Nesse sentido, líderes de TI devem aprender com os erros e melhorar suas iniciativas. Mas a ideia não é apostar nas falhas, e sim na resiliência e na capacidade de se refazer diante dos percalços. “O objetivo não deve ser glorificar erros, falhas e catástrofes, mas cultivar a habilidade de se adaptar e aprender com eles”, afirma Rob Asghar, autor de Liderança é infernal.

Vale ressaltar que a gestão de riscos não se restringe à questão tecnológica; há também um componente grande quanto a pessoas. Mudança de comportamento, recompensa e disciplina, processos e rotinas, gestão de mudanças e treinamento, entre outras questões relativas à equipe, fazem parte dessa equação.

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