Governança

As 5 principais disrupturas que moldam os negócios hoje

Como sabemos, as mudanças do mundo atual são, em grande medida, impulsionadas e orientadas pelos avanços tecnológicos, que literalmente vêm criando uma nova realidade. Mas só para se ter ideia, segundo declaração do secretário-geral adjunto da ONU, Jan Eliasson, hoje mais pessoas possuem um telefone celular do que uma escova de dentes (para fazer a toalete)!

Essas mudanças incríveis na esfera econômica e social, segundo a pesquisa Accelerate Your Value: Disrupt or be Disrupted, conduzida pela Dell Services e assessorada pela Forbes Insights, só podem ser chamadas de “disruptura”, graças ao rearranjo ou descontinuidade que estão causando no ambiente de negócios.

Se inovação e novas tecnologias são a fonte dessa transformação, entender como a tecnologia coloca tantas empresas — e seus altos executivos — nesse estado único (de disruptura) é vital para desenvolver estratégias, processos e práticas necessárias para obter sucesso.

Forçosamente, dentro desse cenário, o grande desafio é sobreviver. O fato é que, de acordo com o estudo da Dell, o nível de rapidez com o qual “vários players se adaptam às novas condições e exploram tais oportunidades provavelmente será benéfico para os primeiros que as adotarem, prejudicial para os outros e potencialmente devastador para muitos”.

Como disse Steve Forbes, editor-chefe da Forbes Media: “Se você não quiser provocar disruptura no seu negócio, alguém vai fazer isso por você”.

Como a disruptura alcança proporções cada vez maiores, “descrever tais mudanças em detalhes ajuda a deslocar observações gerais e ‘intuições’ para oportunidades e desafios de negócios mais tangíveis, comparáveis e específicos” — como aponta o relatório.

Para facilitar o entendimento das mudanças destes novos tempos e ajudar a endereçar essas transformações, o report da Dell/Forbes Insights definiu 5 principais categorias de disruptura  que oferecem as oportunidades mais significantes para progredir. Abaixo, elas foram  apresentadas em síntese e listadas por seu nível de impacto, segundo os respondentes da pesquisa:

TIGrau de impacto percebido = 63%
As organizações hoje se deparam com novas opções para organizar e financiar o suporte tecnológico para seus negócios. Essa evolução de TI tem como prioridade adotar o big data e utilizar o cloud para atender às necessidades da área. Trata-se de uma ruptura com foco na transformação da burocracia tradicional — dados estruturados e padronização apoiando processos hierárquicos fixos — para uma facilitação flexível e uma aceleração de ecossistemas corporativos colaborativos.

GestãoGrau de impacto percebido = 63%
As empresas têm sentido a necessidade de desenvolver novas formas de organizar e gerenciar recursos humanos. Isso significa mudar a essência de quem faz o trabalho e também o que motiva esses profissionais, bem como onde e como o trabalho é feito. Cada vez mais, valor tende a ser gerado por etapas-chave, em que se observa a mudança da gestão hierárquica fixa para um trabalho em equipe mais flexível e orientado por metas. A disruptura nos modelos de gestão também diz respeito a conceber um jeito novo de aproveitar a expertise e o conhecimento dentro da organização, em geral conectado a tecnologias e movimentos (crowdsourcing, mídias sociais) com foco em negócios. Com o modelo da força de trabalho mudando, cada vez mais as empresas vão precisar desenvolver formas inovadoras de buscar e encontrar os perfis profissionais adequados, no momento certo, para projetos críticos de negócios. Um sistema análogo ao “freelance”.

Organização Grau de impacto percebido = 59%
Hoje, abordagens impregnadas de tecnologia desafiam o entendimento sobre o que impulsiona vantagem competitiva e sucesso. As organizações do passado adotavam uma estrutura hierárquica de gestão para acessar e comunicar informações essenciais a fim de tomar decisões de qualidade. No entanto, diante da necessidade de a informação ser acessível, em todos os momentos, para todos que precisem dela na organização para que atuem e melhorem a performance, organogramas tradicionais rígidos vêm se tornando obsoletos. Por isso, as principais empresas estão repensando suas estruturas corporativas, buscando maneiras de aumentar a flexibilidade e incentivar e cultivar a inovação.

EconomiaGrau de impacto percebido = 55%
A forma clássica de mensurar valor mudou. Mercados maduros estabelecidos e os negócios que operam neles não podem continuar a fazer o que os levaram ao sucesso. Hoje, forças disruptivas levantam questões fundamentais, como: Que recursos uma empresa deve ter e quais devem ser terceirizados? Até que ponto a produção em massa pode se tornar “customização em massa”? Trata-se de uma mudança da eficiência da escala para a eficácia situacional, exigindo distinções claras entre o que será executado exclusivamente pela empresa para criar valor e o que é simplesmente rotineiro ou regulamentar. Tudo isso leva a novas definições e atributos de valor, bem como ao ímpeto de eliminar os tradicionais empecilhos de tempo, espaço e fluxo de informação entre compradores e vendedores.

Capitalismo Grau de impacto percebido = 49%
Relações fundamentais estão mudando. Novas fontes de capital, como investidores de mercados emergentes e crowdfunding, passaram a democratizar os processos de investimento. Uma ênfase maior na responsabilidade social corporativa e preocupações ambientais estão criando níveis diferentes de tolerância ao risco, bem como novas medidas de desempenho.

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