Top discussion

Flexibilidade: como manter essa qualidade essencial

Para gerenciar crescentes pressões e incertezas do atual contexto (ciclos de vida do produto mais curtos, concorrência mais feroz, clientes cada vez mais exigentes e menos leais com preferências em rápida evolução), fruto da complexidade e velocidade das mudanças constantes de hoje, uma qualidade tornou-se essencial para os negócios: flexibilidade.

Mas como é possível tornar-se flexível de um jeito eficaz sem perder o rumo estratégico?

Além de fugir de processos estáticos, como os originados na era industrial, que não permitem respostas organizacionais rápidas, a ideia é que as empresas se tornem mais conectadas ao que ocorre em seu entorno, utilizando, para isso, as vantagens trazidas pelas novas tecnologias.

De acordo com relatório da Digital 4Sight Corporation, “formular estratégias na era digital significa criar um círculo contínuo de inovação e adaptação que integre o conhecimento e a experiência de uma ampla gama de stakeholders (clientes, colaboradores, empresas e sociedade)”.

Ou seja, para antecipar mudanças relevantes no contexto e obter melhores resultados, as empresas vão precisar alavancar o conhecimento e a experiência de seus públicos no processo de criação de valor. De fato, a importância desse envolvimento das pessoas tem sido cada vez mais sentida. Especialmente numa sociedade caracterizada pelo aumento da interconectividade em rede.

Não é à toa que, para desenvolver respostas voltadas para o futuro com a agilidade necessária, alguns negócios já passaram a aproveitar a experiência e os recursos das redes sociais que surgem no mercado todos os dias. Um mecanismo reconhecidamente útil para uma série de benefícios: oferecer produtos e serviços de alta qualidade, desenvolver o negócio, proporcionar experiências de trabalho gratificantes para seus colaboradores, entre outros objetivos.

A previsão de especialistas é de que as empresas vão, cada vez mais, abandonar seu monopólio da decisão em favor de modelos participativos que convidem o input — e o ownership — de todos, desde o desenvolvimento, definição e análise do problema, até a identificação das melhores estratégias. Assim, tudo indica que a tomada de decisão será um produto de consultas e colaboração dentro de redes reunidas em torno de questões relevantes.

Portanto, oportunidades para estratégias criativas na era digital vão depender — além da vontade de compartilhar controle/poder — da capacidade dos decisores em todos os níveis de aproveitar o vigor das redes para construir conhecimento e ganhar flexibilidade, a fim de manter a longevidade dos negócios.

Advertisements