Estratégia

Perspectiva humana para expandir inovação

expansao-inovacaoaAs novas tecnologias vêm impondo um novo ritmo ao mercado atual, forçando as organizações a inovar mais rapidamente e de forma significativa. Para alcançar essa desenvoltura, no entanto, é preciso que as empresas vivam e respirem inovação em todo o negócio. Fácil de dizer, intricado de fazer? De toda forma, um caminho inevitável…

Hoje as empresas, suas plataformas e seus modelos de governança devem estar prontos para escalar a inovação. Mas, segundo especialistas, fazer planejamento já não basta. O contexto pede uma nova mentalidade (mindset) e uma total reformulação do que significa ter sucesso inovando em uma escala maior, particularmente a partir da perspectiva humana.

Mas o que isso significa? De acordo com insights da Accenture Digital, em primeiro lugar, é necessário criar estratégias organizacionais que facilitem o desenvolvimento da inteligência das pessoas e que liberem, de forma associada, todo o potencial humano da empresa. Depois, garantir que todos se envolvam para gerar criatividade e inovação.

Empresas com maior foco em inovação já adotam esse modus operandi, em que qualquer um na empresa pode propor uma nova ideia. Como diferencial estratégico, essas companhias demonstram que valorizam as ideias de seus colaboradores e, assim, permitem que eles ajudem a definir o futuro da organização com suas contribuições, tornando-os verdadeiros agentes da mudança.

Veja abaixo, listados pela Fjord, alguns exemplos dessa prática em organizações mais dispostas e capazes de reformular todo o negócio para criar uma cultura que vive e respira inovação:

Netflix: seu foco em criar inovação ajudou a garantir mais de 80 milhões de assinaturas. A empresa acredita numa abordagem informal em que todos são incentivados a pensar como inovadores de negócios; uma cultura de criatividade, autodisciplina, liberdade e responsabilidade reforça isso. O objetivo é aumentar a liberdade dos colaboradores à medida que o negócio cresce.

Google: Fatores como apoio da alta liderança, vontade de investir e compromisso estratégico criaram um programa que otimizou a prática do design em toda a empresa, habilitando os profissionais (em vez de forçá-los) a se tornarem mais orientados pelo design e, consequentemente, serem mais inovadores.

Zappos: achatou hierarquias e desmantelou antigos silos para encorajar a autogestão em cada membro da equipe, com o intuito de gerar mindset de inovação.

Ford: todos — desde quem acaba de entrar até diretores — podem dar ideias para a empresa. Se houver valor na sugestão do profissional, a Ford manda a pessoa, por três meses, para o TechShop, estúdio de criação aberto onde ela pode testar sua ideia na prática. Em 2015, os colaboradores submeteram 6 mil ideias para consideração de uma patente.

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