Capital Humano

Repensando o futuro do mercado de trabalho

chatbotaInternet das Coisas (IoT), robótica, Inteligência Artificial, novas plataformas, tecnologia vestível (acessórios, roupas), impressão 3D, etc. são apenas algumas das inovações tecnológicas com potencial de criar intensa disruptura nos próximos cinco/dez anos.

Este será provavelmente o período mais dramático de mudança em nossas vidas, com essas tecnologias emergentes transformando profundamente a forma de fazer quase tudo ao nosso redor e, consequentemente, afetando a economia mundial e o status quo da maioria das organizações em toda parte.

Mas há um efeito inquietante que vem levantando discussões no mundo organizacional que é: a tecnologia substituindo uma porcentagem considerável da força de trabalho humana. Pesquisa recente prevê que mais de 10 milhões de empregos correm o risco de serem eliminados devido às mudanças provocadas pelas novas tecnologias. E pelo ritmo atual dos avanços tecnológicos, essa substituição (já em andamento — basta pensar em chatbots e cobots) será cada vez mais rápida.

Diante disso, como fica o papel do RH?

De acordo com o especialista Kevin Coleman, da KC Insights, o impacto da era digital ainda está para ser sentido. E o efeito mais significativo provavelmente será experimentado pela área de RH, provedores de educação e reciclagem profissional ou recolocação.

Para ele, a aquisição de talentos será o maior desafio para as organizações que tentarem lidar com a disruptura causada por essas tecnologias. Em alguns casos, perfis com alta demanda poderão nem existir ou serem escassos. “De uma forma ou de outra, todas as posições hierárquicas serão afetadas — colarinho branco, colarinho azul, colarinho ‘rosa’”, diz.

Estima-se que dois milhões de novos tipos de trabalho vão passar a existir em função das novas tecnologias. Frente a um cenário completamente novo como este, Coleman questiona: onde o RH encontrará os profissionais qualificados para operar/lidar com as mais recentes tecnologias? Será que vai conseguir responder com a rapidez necessária com programas de reciclagem e recapacitação?

A solução seria tomar medidas imediatas para tentar se preparar para esse período ultra tecnológico que está batendo à nossa porta, favorecendo as organizações a se adaptarem às novas realidades digitais do mundo. Afinal, no ritmo atual das mudanças não há tempo a perder para garantir a continuidade do negócio.

E enquanto muitas questões permanecem, há duas perguntas essenciais que Coleman sugere ser respondidas agora:

1. Como sua organização planeja minimizar os problemas e as implicações que a disruptura associada a essas tecnologias emergentes trará?

2. Como sua organização planeja capitalizar as oportunidades que essas mesmas tecnologias certamente vão criar?

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