CEO

Como transitar a mudança

mudanca70aAltos executivos sabem que liderar processos de mudança de forma efetiva é difícil — mais de 70% dos esforços de mudança fracassam. Ainda assim, para permanecer competitiva, a organização deve ser capaz de mudar — de ser ágil, inovadora, ativa e alerta.

Como dizem as especialistas em Mudança Organizacional Ellen Auster e Lisa Hillenbrand: “No mundo dos negócios de hoje, quem não está liderando a mudança simplesmente não está liderando”.

Segundo as autoras de “Stragility” (termo que combina a capacidade de ser estratégico e ágil ao mesmo tempo), hoje a capacidade de transitar a mudança com sucesso é uma competência crítica para CEOs e líderes de qualquer nível.

A boa notícia é que essa destreza pode ser aprendida, convertendo-se em uma vantagem importante que nunca vai ficar obsoleta. Para isso, Auster e Hillenbrand afirmam, em entrevista publicada na Rotman Magazine “Smart Power”, ser necessário dominar quatro habilidades essenciais:

Sentir e modificar: Quando o mundo está mudando, se ater a uma única estratégia não é a melhor escolha. É preciso ficar à frente da concorrência e monitorar constantemente forças que provoquem disrupturas no entorno (esferas marginais) do setor — por exemplo, o mercado de fotografia não foi desbancado por melhores câmeras e sim pelos celulares. Trata-se de adotar um papel proativo para sintonizar game changers externos e corrigir a trajetória à medida que se segue conduzindo os negócios.

Acolher o político interior: Em muitas organizações, política é um tema tabu. No entanto, ativar o político que reside dentro de si com capacidade de articulação para ter influência é essencial para que o líder realize mudanças bem-sucedidas. Isso porque é preciso saber identificar influenciadores-chave — apoiadores e céticos — que possam ajudar a entender vários pontos de vista e personalizar etapas de ação para construir sua própria forma de lidar com a mudança na direção pretendida.

Inspirar e engajar: Líderes sem tempo a perder geralmente dizem às pessoas o que fazer, esperando que elas adotem a mudança. Em vez disso, o certo é criar um convincente “por que” que conte uma história ajudando a mudança a ressoar em quem será impactado. Além disso, deve-se elaborar um mantra que capte o espírito do esforço e, ao mesmo tempo, infiltre gradualmente entusiasmo por toda hierarquia organizacional, favorecendo a consolidação da mudança.

Cultivar condições físicas para a mudança: Trata-se de evitar burnout e exaustão. Um negócio pode ser transformado por uma série de iniciativas de mudança: realizando projetos-piloto, conduzindo pre-mortems (estratégia de gestão que, ao imaginar que o projeto já fracassou, discute o que potencialmente poderia levar a uma falha real), otimizando a energia da equipe e aprendendo com a prática para não incorrer em erros.

Em ambientes em constante mudança, ao formular novas estratégias deve-se também selecionar as métricas apropriadas para mensurar sucesso.

Finalmente, é mais que oportuno estabelecer iniciativas que permitam às pessoas experimentar e aprender, com espaço para falharem. Afinal, errar também é uma forma de abrir caminho para avanços futuros.

Advertisements