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Preparado para obter confiança?

distrustaSincronizar a estratégia de negócios diante de rápidas mudanças na sociedade e de um comportamento humano dinâmico tornou-se um desafio para CEOs e Conselhos.

No atual contexto, escolhas são abundantes e as informações praticamente ilimitadas, mudando a maneira como as pessoas tomam decisões. Ao mesmo tempo, a confiança, que influencia muito como os indivíduos decidem e veem o mundo,  está em transição.

De acordo com Thimon de Jong, expert em tendências e previsões estratégicas da Whetston, a confiança vem gradualmente se afastando do “formal e institucionalizado” para o “pessoal e informal”. Para ele, vivemos em tempos emocionais e há muita desconfiança na sociedade. “O que é real, o que é verdade? Testemunhamos rápidas mudanças da opinião pública, hypes da mídia, tempestades no Twitter e todo mundo correndo de um para o outro. Nesse cenário, pessoas e relacionamentos acabam sendo referências cada vez mais importantes”, diz.

O fato é que quanto mais informações, mais escolha há, sendo mais difícil decidir. David Weinberger, professor da Harvard, afirma em seu livro Too Big to Know que não sabemos mais o que é real. “Na internet todo mundo é um especialista. Mas podemos confiar no que vemos?”, provoca.

Jong aponta que essa desconfiança é levada para as decisões diárias de cada um. Por exemplo, ao escolher um produto para comprar, as informações do rótulo já não são suficientes para obter a confiança de consumo. Isso porque, segundo ele, as pessoas hoje demandam um nível maior de “prova” das empresas antes de acreditar no produto ou serviço que estas oferecem.

Essa tendência de todos em desconfiar de mensagens institucionais força as empresas a dar garantias de que seus produtos e serviços são os melhores, os mais sustentáveis e valiosos. Por conta disso, não é mais possível deixar de verificar de fato como as pessoas reagem ao que a organização está dizendo/fazendo, nem deixar de proporcionar o que as pessoas mais valorizam atualmente: fatos verificáveis, opiniões de clientes, especialistas objetivos.

Isso significa que nunca foi tão importante examinar como o comportamento humano e a cultura influenciam o negócio. Afinal, pessoas, relacionamentos e novas maneiras de colaborar desempenham um papel fundamental nesse movimento de desconfiança geral que pode afetar qualquer estratégia futura — seja de Vendas, Marketing ou Aprendizagem.

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