Risco

Progredindo com base em dados e informação

dados1Quase tudo o que fazemos agora é capturado como “dado” — aonde vamos, o que compramos, com quem conversamos. Como afirmam Patrick Dunleavy e Helen Margetts, do LSE (Design Principles for Essentially Digital Governance), um contexto como o atual, que gera imensas quantidades de informação, deixa rastros digitais sobre praticamente qualquer ação.

Na esfera corporativa, à medida que aumenta a quantidade de dados coletados e armazenados, bem como a capacidade de analisá-los, a gestão de dados efetiva vai ganhando importância. Para os especialistas do LSE, um dos aspectos que mais importa hoje em uma organização são as informações que ela pode acessar e a inteligência fornecida pela análise dessas informações. Isso porque, como dizem, em um ambiente que se transforma muito rápido, informação e inteligência geram capacidade de inovação, eficiência e agilidade para se adaptar.

No entanto, para quem tem poder de decisão ainda pode ser desconcertante lidar com este ambiente de informação em rápida mudança ou priorizar pontos de interesse em vastos volumes de “ruído”, a fim de conseguir identificar aquilo que tem potencial de inovar soluções corporativas.

A boa notícia é que, paralelamente ao surgimento de novas fontes de informação valiosas está o aparecimento de poderosas novas técnicas analíticas, capazes de “mastigar” e dar sentido a toda essa informação.

De fato, interpretar grandes quantidades de dados ou saber como transformá-los em insights que aumentem a eficiência do negócio atual e produzam ideias para novas oportunidades de negócios tem sido cada vez mais valorizado. Ser “letrado em dados” para questionar, interpretar e detectar padrões, a fim de tomar decisões de forma eficaz, provavelmente vai se tornar uma habilidade genérica essencial.

Mas o aumento crítico de dados nas empresas modernas também significa que as organizações vão enfrentar um risco crescente de sofrer violação de segurança da informação, conforme apontado pelo relatório Capitalizing on the digital challenge, da Ernst Young.

Então, ao usar dados, vale abordar algumas questões, por exemplo: Como a organização pode se tornar mais preparada para tirar o máximo proveito das TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação)? Como dados e algoritmos podem ser gerenciados de forma eficaz, garantindo segurança pessoal sem sufocar a inovação? Como otimizar a capacidade de resposta da força de trabalho com análises perspicazes que forneçam uma visão em tempo real dos recursos organizacionais?

Lembrando que, embora a tecnologia tenha introduzido novos métodos e um processamento mais rápido, a “magia” da ciência de dados no fim das contas se resume a pessoas e organizações determinadas a fazer as coisas funcionarem e a melhorar resultados para os indivíduos. Segundo o report Technology Vision 2016, da Accenture: “Ser verdadeiramente impulsionado por dados vai além de apenas ter melhores ferramentas ou habilidades superiores. Significa mudar o que serve de base para tomar decisões em todos os níveis da empresa”.

Como bem resumido pelo UKCES (The Future of Work: Jobs and Skills in 2030), uma coisa é certa: a digitalização de todos os processos no trabalho e na vida cotidiana vai prosseguir. Portanto, os dados gerados dessa forma vão ser cada vez mais armazenados e avaliados. E isso também vai continuar a abrir portas para mudanças nos modelos de negócios.

Nesse sentido, ser indiferente a dados e à ética digital já não é mais possível.

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