Risco

Confiança: alicerce da era digital

confianca1O universo digital tem gerado oportunidades que aumentam operações de forma exponencial e estimulam mudanças sem precedentes. Mas, de acordo com relatório sobre tendências em tecnologia, essa maior capacidade de escalar também aumenta a exposição a riscos sistêmicos. “Como todo avanço digital cria um novo vetor para o risco, a confiança torna-se o alicerce da economia digital. Sem confiança, negócios digitais não podem usar e compartilhar os dados que sustentam suas operações”, aponta o relatório.

Aliás, o aumento da conectividade e disponibilidade dos dados pessoais pela web já demanda novos tipos de especialistas em segurança e privacidade que possam ajudar empresas e governos a gerir e mitigar os riscos de segurança.

Para os pesquisadores, a forma de as organizações ganharem a confiança de stakeholders na economia digital é terem uma forte segurança e ética em cada ponto da experiência que proporcionam a seus públicos. Eles defendem que as empresas que conseguirem fazer isso do jeito certo vão acabar sendo norteadores do futuro digital, obtendo ainda mais confiança do mercado.

O fato é que a dinâmica de confiança que a era digital demanda é imensa e quem não adotá-la pode perder novas oportunidades de crescimento.

De acordo com análise da PwC, para desenvolver confiança a ponto de ser uma empresa líder no novo e amplo ecossistema digital, é necessário se concentrar em três prioridades:

Obter a atenção certa no Conselho — Com oportunidades e riscos digitais se tornando tão centrais para a estratégia do negócio, Conselhos e comitês diretivos devem ter expertise digital para definir o nível de risco que estão dispostos a aceitar. Devem ser capazes de fazer as perguntas certas e manter a gestão responsável.

Repensar a abordagem ao risco tecnológico — Na era digital, construir confiança é o que vai fornecer contexto para a gestão do risco tecnológico. Fazer a gestão do risco neste mundo em constante mudança demanda abordagens novas e mais dinâmicas, baseadas numa compreensão atualizada da situação. As empresas devem desenvolver KPIs que as ajudem a entender e mensurar a confiança digital.

Desenvolver uma estratégia de negócios para a era digital — o certo é que toda empresa precisa de uma estratégia de negócios para a era digital — e não de uma estratégia digital. Haverá uma crescente necessidade de as organizações promoverem maior colaboração, maior inovação e decisões mais rápidas como nunca. Para isso, será preciso que dominem a capacidade de construir confiança digital, a ponto de elas mesmas se tornarem confiantes em abraçar seu futuro digital.

É necessário reconhecer que as fronteiras do negócio mudaram e que os riscos podem vir tanto de fora como de dentro da organização.

Nesse sentido, a ruptura digital reformula o debate da privacidade e as organizações devem olhar para qual direção e em que medida devem evoluir suas estratégias de governança da informação, assegurando mecanismos para equilibrar tanto os riscos e benefícios da tecnologia, como as novas relações de confiança digital com stakeholders.

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