Capital Humano

Engajamento mediado pelo digital

wp_20160908_019aPara onde quer que se olhe, o digital indica o futuro. Na esfera da aprendizagem não é diferente. A profusão de recursos digitais oferece cada vez mais oportunidades diferenciadas de engajar aprendizes. Especialmente porque hoje o conhecimento é criado localmente, parcialmente, eventualmente, para cada um e para o momento da necessidade.

A ideia é usar a tecnologia para imprimir uma prática mais personalizada de aprendizagem e, portanto, mais engajada. Aliás, aprendizagem digital tem tudo a ver com engajamento — mantém a atenção e a motivação em níveis mais elevados e ativa a retenção dos conteúdos com mais efetividade.

O fato é que as pessoas gostam de aprender e de se envolver com o conhecimento por meios digitais — e cada vez mais. Especialmente quando eles atendem às aspirações e necessidades individuais.

Um exemplo disso é a ação realizada pela editora Dentro da História no Espaço Infantil Maurício de Sousa, na Bienal do Livro de São Paulo deste ano, em que cada pessoa pode se transformar em um personagem de uma história da “Turma da Mônica”, com o próprio nome e aparência personalizada, estimulando uma interação e um envolvimento intenso com o conhecimento.

O insight que essa iniciativa traz é a possibilidade de se personalizar a aprendizagem de forma genuína ao invés de apenas elaborar projetos de aprendizagem personalizada, em que o individuo pode escolher quando e como ele aprende. No âmbito da Educação Corporativa, criar uma experiência com esse grau de personalização e interatividade teria o potencial de diminuir a passividade de profissionais na hora de aprender, levando a um maior engajamento.

Na verdade, envolver as pessoas nesse nível significaria alavancar o desenvolvimento corporativo como nunca se viu. Ainda mais quando pensamos que sem pessoas engajadas as empresas não conseguem obter o melhor de seus profissionais, impactando diretamente os resultados.

Mas maximizar plenamente essa mediação para um efeito positivo exigiria uma reformulação do tradicional papel do aprendiz nas organizações, já que alguém motivado a se conectar com prazer tem relevância como veículo para a aprendizagem de transformação. O ponto é que “prazer” não costuma ser associado ao processo de capacitação no ambiente corporativo.

Daí a necessidade de uma visão mais abrangente do digital. Se considerarmos que qualquer profissional com acesso ao universo digital pode gerar, armazenar, compartilhar, discutir e consumir imagens, ideias, informações e opiniões, já é hora de as organizações adaptarem abordagens transformadoras como essa para questões enfrentadas no trabalho. Não só porque estimula maior envolvimento, mas porque motiva as pessoas a encontrar soluções e a desenvolver novas capacidades associadas às suas necessidades imediatas.

Dito isso, ainda há quem pense que a aprendizagem digital é apenas um meio mais barato de proporcionar treinamento. Esse entendimento acaba paralisando sua adoção de forma criativa ou envolvente, levando muitas empresas a não oferecer no ambiente de trabalho as mesmas experiências ou capacidades já disponíveis no contexto social.

Por isso, um esforço maior do Conselho, da alta liderança e de responsáveis pela estratégia de T&D em se envolverem com o universo digital de forma criativa ainda se faz necessário. O ideal é pensar em como ativar a motivação das pessoas para que aprendam por meio de ferramentas digitais, plataformas inteligentes e mais fluentes, que levem a resultados mais amplos e satisfatórios.

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