Governança

As três fases da transformação digital

WP_20160812_022AQuerendo ou não, a transformação digital está ocorrendo em todas as esferas — o digital já é praticamente impossível de se ignorar para que a empresa consiga operar de forma mais eficiente, atender seus stakeholders de um jeito inovador e gerar mais valor. Há quem arrisque até em prever que as empresas que não se transformarem dentro de 2-3 anos vão estar enfrentar mais dificuldades antes de 2020.

O ponto é que promover rupturas digitais bem-sucedidas não se limita à implementação de novas tecnologias. Tem a ver com mudança na forma de fazer negócios. Trata-se de transformar a organização para aproveitar as possibilidades que as novas tecnologias proporcionam. Isso inclui mudar o jeito de trabalhar, redefinir práticas e relações, até mesmo evoluir as operações ou mudar o modelo de negócio.

Mas apesar da badalação em torno da ruptura e inovação digital, ainda existe uma percepção de que o digital deve se adaptar ao negócio, quando deveria ser o contrário: adaptar o negócio para a era digital.

Para especialistas do MIT Center for Digital Business, por exemplo, a maioria das empresas ainda tem um longo caminho a percorrer em sua jornada digital: “A chave para essa transformação é redimensionar a Visão e promover mudança na forma como a empresa opera. E esse é um desafio não só tecnológico, mas de gestão e de capital humano. Liderança é essencial.”

De fato, poucas empresas têm estruturas de governança prontas para a transformação do digital em seu relacionamento com clientes e colaboradores. Apesar disso, um estudo da Kienbaum (Digital Leadership & Innovation) detectou que há em vigor três principais fases de transformação corporativa para enfrentar as atuais rupturas digitais e de inovação, cada fase com seu modelo de governança correspondente.

Uma curiosidade é que esses modelos se assemelham muito na maioria dos setores. A única diferença, segundo o estudo, é o timing (tempo certo de resposta), dependendo do nível de maturidade digital da empresa e de sua ambição, além, é claro, do comprometimento do Conselho e da alta liderança. Conheça a seguir as principais fases identificadas pelo estudo:

Fase de desenvolvimento
Uma iniciativa inovadora e digital é instituída fora dos moldes da organização tradicional em um estado de incubação, com orçamento e subordinação direta ao CEO. Nesta fase, as ações digitais são reintegradas dentro de uma Unidade de Negócios representadas no Comitê Executivo com demonstrativos de resultados (lucro e prejuízos). A empresa se concentra em estar pronta para reagir em caso de rupturas da concorrência histórica e de empresas online que só atuam na web, os chamados pureplayers.

Fase de implantação (depende do grau de maturidade da empresa e de sua ambição)
Nesta fase, as ações digitais são posicionadas trespassando a organização para ser implantadas no grupo todo, arrebatando e transformando a empresa completamente. O digital é transversal dentro da companhia, direcionado a todos os recursos com o mesmo ímpeto, sem deixar nada de lado.

Fase de profunda transfiguração
O digital nesta fase é mainstream, único e integrado a tudo. Atualmente, esta transformação intensa tem uma condição de sucesso: o CEO vir de uma empresa nativa digital.

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