Estrutura

Digital modifica sistema hierárquico

hierarquia-aSem dúvida, a revolução digital vem provocando ruptura no modelo convencional de gestão organizacional, subvertendo muitos dos princípios básicos da liderança. De fato, o digital vem apagando as relações hierárquicas, tanto profissionais como sociais.

Diante de uma sociedade conectada, que muda e se redefine continuamente, as organizações precisam espelhar a forma como as pessoas lidam com as novas tecnologias digitais em suas vidas diárias. Isso significa dar espaço a um modelo mais plano de gestão, estimulando modelos, processos e sistemas que promovam escolha em vez de coerção e controle. Afinal, as pessoas não querem chegar ao trabalho e sentir que voltaram no tempo.

Exemplo famoso de reinvenção de práticas de gestão é a Morning Star, a maior processadora de tomates do mundo, que adotou a filosofia de “autogestão”, na qual títulos e distinções hierárquicas foram abolidos. A autoridade na empresa é lateral, cargos são definidos por suas atribuições e as pessoas tomam decisões e têm iniciativas sem a diretriz de superiores.

Claro que essa mudança de paradigma só pode acontecer quando as organizações conseguirem abandonar a ideia de que eficiência e performance estão diretamente ligadas a regras, espaços físicos, horários fixos, etc. De acordo com report da Capgemini, a renovação do sistema hierárquico será estruturada enfrentando-se uma série de grandes desafios, incluindo a necessidade de:

  • Operar com equipes autônomas e colaborativas com plena capacidade sobre seu próprio trabalho, ferramentas e processos correspondentes.
  • Fazer a gestão das pessoas com base nos resultados esperados e dar “margem de manobra” suficiente para que elas cumpram suas atribuições com eficácia.
  • Desenvolver estilos de gestão diferenciados adaptados a trilhas de carreiras específicas, aspirações pessoais e acordos individuais.
  • Acomodar diferentes práticas de trabalho, incluindo trabalho remoto e mobilidade.
  • Conciliar posturas individuais de trabalho com o desenvolvimento de comunidades integradas que, juntamente, possam apoiar objetivos comuns.
  • Facilitar, de forma remota, comunidades diversificadas de conhecimentos, interesses e afinidades, com base em redes sociais não-hierárquicas, a fim de desenvolver competências, promover a realização de projetos e resolver questões diversas.
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