Risco

Fora dos padrões familiares

wp_20160909_099-aAté pouco tempo, a gestão de talentos implicava algumas certezas. Era possível prever que funções deviam ser preenchidas e distinguir os lugares mais prováveis para encontrar talentos. Hoje as coisas são diferentes. Profissionais e empregadores já se “buscam” uns aos outros, em pé de igualdade, de qualquer lugar do mundo.

Parâmetros tradicionais são cada vez mais abalados por mudanças em escala global. Impulsionados pela rápida inovação e rupturas digitais mercados e produtos exigem novos modelos de talentos que possam ser configurados e reconfigurados rapidamente. Neste novo ambiente, as organizações esperam agilidade, escala e as habilidades certas para estarem disponíveis mais rápido do que nunca, em tempo real.

Empresas voltadas para o futuro estão expandindo suas redes de talentos, operando cada vez mais fora dos padrões familiares, com pessoas que não possuem contrato fixo com a empresa, mas que fazem parte de sua cadeia de valor e serviços.

A força de trabalho em evolução é uma mistura de colaboradores em tempo integral, empresas contratantes e freelancers, operando, cada vez mais, sem vínculo fixo formal. As pessoas se movem mais livremente do que nunca, de função em função, sem a limitação da organização ou mesmo geográfica.

O resultado é um novo ambiente trabalho com profissionais que atuam por iniciativa própria e com mais controle sobre o que fazem. Aliás, à medida que as organizações se adaptam e se remodelam em resposta à ruptura digital, o controle e a supervisão rigorosa tendem a ser substituídos pelo automonitoramento e pela aprendizagem autodirigida que, por sua vez, estimulam a inovação e melhores resultados.

O que tudo isso significa para Conselhos, a alta liderança e líderes de RH?

Significa mudanças radicais em suposições centrais sobre como as pessoas entram na força de trabalho, como trabalham juntas e como desenvolvem seu potencial. Também pressupõe a concepção de novas estruturas operacionais que permitam às organizações abraçar essas mudanças em vez de se agarrar ao passado e ficar para trás, especialmente quanto à gestão de talentos.

Diante de uma força de trabalho mais aberta, colaborativa, transparente, orientada para tecnologia, com um jeito rápido de fazer negócios em ciclos, o jeito é tratar de entender exponencialmente esses novos sistemas, respondendo à dinâmica do atual mercado de trabalho com novos níveis de confiança, comprometimento, conhecimento e aprendizagem. Sem esquecer uma grande dose de tolerância ao risco e à incerteza, já que o mundo talvez esteja dizendo que já não exista mais receita.

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