Estratégia

Inovar na era exponencial

The Man Touching to world with handRecentemente, motivada por conversas com parceiros que já enxergam a importância do crescimento exponencial para obter sucesso no século 21 — especialmente diante de start-ups que crescem a taxas sem precedentes de velocidade — uma reflexão me veio sobre essa importante tendência: “Em tempos exponenciais, como apoiar a necessidade imperativa de redesenhar estratégias de aprendizagem digitais que contribuam para que o negócio ganhe escala e se mantenha competitivo?”

Sabemos que quase nenhuma empresa está imune aos desafios da ruptura digital, que tem tornado as velhas formas de operar insustentáveis. Então, se novas tecnologias digitais aceleram a inovação como nunca se viu, e essa tendência de aceleração é muito maior do que podemos supor, como preparar as empresas para esse futuro emergente?

Para estar à frente, o jeito é detectar as oportunidades mais rapidamente. Como avisa Peter Diamandis, presidente da Singularity University e co-autor do livro Abundance: The Future is Better than You Think: “Ou você transforma seu próprio modelo de negócio, ou outra empresa fará isso antes de você”. A sobrevivência agora depende da capacidade dos negócios de abandonar crenças de longa data e reimaginar quem eles são. Mas como repensar e ajustar a estratégia para assimilar inovações digitais que acelerem de forma dramática a escala e o impacto da aprendizagem nos negócios?

O fato é que não há sinal de que os avanços digitais se estabilizem com o tempo. Daí a necessidade de se mudar o mindset: de flexibilizar as estruturas e desenvolver pensamento ágil para prosperar nesse novo contexto. Escapar do “darwinismo digital” pressupõe manter fluxo de ideias, agilidade organizacional, predisposição ao risco e foco em ganhar escala rapidamente.

Mas, o que isso significa para o desenvolvimento organizacional e humano?

Novas estratégias demandam novos comportamentos dos profissionais. Portanto, em grande parte, operar de forma exponencial depende da capacidade de rapidamente e efetivamente ativar o comportamento humano para a nova realidade. A prioridade hoje é conceber soluções e treinamentos relevantes conscientemente projetados para facilitar o acesso simples e direto à informação vital que será traduzida em decisões críticas e ações produtivas. Ao ampliar às pessoas a possibilidade de localizar de imediato o que precisam — por exemplo, criando “playlists” de conhecimentos online de fácil escolha —, abre-se o caminho para a geração de novas reflexões e para a inovação. A ideia é viabilizar, por meio de experiências digitais, um novo jeito, mais fluente, de aprender e desempenhar, da mesma forma como já ocorre no dia a dia fora da vida organizacional.

E qual a melhor maneira de aplicar esse tipo de aprendizagem em larga escala? Em síntese: pela implantação de metodologias de EdTech (microlearning, soluções digitais, multifacetadas e interativas) que acelerem a aprendizagem, permitindo aos profissionais um jeito mais fluido e simples de aprender rapidamente, descobrindo soluções em tempo real para tomar boas decisões e saber ajustar objetivos quando as circunstâncias mudam ao enfrentar desafios inesperados.

De uma vez por todas, parar de “aperfeiçoar o irrelevante” — como David James Clarke IV se refere a ações de desenvolvimento sem ressonância com a atualidade. O segredo é estar aberto para investir em modelos não consolidados, mas com potencial de trazer impacto transformador, e ter a competência de mitigar riscos inerentes a este cenário.

Não é à toa que tecnologias digitais, cada vez mais variadas e complexas, são adotadas em iniciativas de desenvolvimento humano. Segundo a pesquisa da Docebo “2016 Learning Technology Study”, 48% das organizações afirmam que a prioridade top de T&D nos próximos 12 meses é explorar as mais recentes e diferentes tecnologias digitais.

Assim como a velocidade das tecnologias exponenciais reinventam continuamente o mercado, a aprendizagem não pode parar. Por isso mesmo, é primordial manter-se em dia com a evolução digital, que cria uma série de oportunidades para escalar novas experiências de aprendizagem, ajudando a acelerar inovação. Como dizem Harold Jarche e Charles Jennings: “Neste mundo novo, aprender é o trabalho.

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