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Paradoxos da gestão

pedras AMuito embora consistência seja um dos fatores mais valorizados em um bom líder, no mundo atual nem sempre esse atributo serve aos propósitos da liderança na hora de solucionar desafios contraditórios.

De acordo com seu artigo publicado na Harvard Business Review, edição de maio de 2016 (A liderança ‘este e aquele’), Michael Tushman e colegas afirmam que “o sucesso organizacional depende simultaneamente de abordar pressões conflitantes, e não de escolher entre elas”.

Eles identificaram três paradoxos que os líderes devem trafegar sem o benefício de uma escolha do tipo “ou esse/ou aquele”:

Paradoxos de inovação — em que a busca de novas ofertas e processos conflita com a determinação de manter a realidade e fazer a tentativa.
Paradoxos da globalização — que envolvem tensões entre os imperativos locais e a integração necessária ao atravessar fronteiras.
Paradoxos do dever — quando o objetivo de maximizar os lucros para os acionistas se confronta com o desejo de gerar benefícios para um grupo mais amplo de stakeholders.

Para lidar com esses “paradoxos estratégicos”, como definem os autores, ou seja, dilemas permanentes e insolúveis que devem ser administrados da melhor forma para se obter os melhores resultados possíveis,  altos executivos e Conselhos devem ser capazes de apreciar várias verdades, muitas vezes conflitantes.

De fato, segundo Tushman e colegas, a melhor forma de aproveitar o potencial desses paradoxos envolve não só é a capacidade de distinguir, como também a de conectar forças opostas. E para isso, líderes precisam assumir que os recursos são amplos, em vez de escassos, e acolher a mudança, em vez de buscar a estabilidade. Os autores defendem que manter um “equilíbrio dinâmico” — esse que abraça e administra paradoxos para se conseguir as melhores resoluções — é o que pode ajudar as organizações a progredir.

Em síntese, líderes, gestores e conselheiros devem separar os objetivos da organização e valorizar cada um deles individualmente e, ao mesmo tempo, encontrar ligações e sinergias entre objetivos. Nada mais apropriado em um mundo VUCA.

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