Mulheres

Símbolo ou substância?

canivete AO argumento de que aumentar a diversidade (mulheres e outras minorias) no Conselho traria novas perspectivas com o potencial de afetar positivamente a performance do negócio nunca foi totalmente comprovado por dados empíricos. De fato, esse efeito da diversidade apresenta pouco consenso entre os estudos já realizados sobre o tema.

Para pesquisadores da Stanford, essa inconsistência de conclusões entre as pesquisas existentes acabou gerando a ideia de que mulheres, muitas vezes, são nomeadas mais por razões simbólicas do que substanciais.

Em sua própria pesquisa, com mais de 2 mil empresas, Stanford tampouco encontrou evidências de que colocar mulheres de fora no Conselho provoca alguma diferença significativa na performance financeira da companhia. Nem para o bem, nem para o mal.

Por outro lado, os especialistas descobriram dois pontos: 1) que CEOs que ganham mais têm mais propensão a nomear mulheres de fora como membros; 2) que Conselhos com mais conselheiras são mais generosos no pagamento do CEO.

Na interpretação dos pesquisadores, esses resultados são consistentes com a ideia de que nomear mulheres tem mais a ver com questões normativas do que com aumento de lucro. Lembrando sempre que para ser nomeada a mulher, antes de mais nada, deve ser qualificada para exercer o papel de membro de um Conselho, assim como qualquer membro masculino.

O bom é que todos concordam que, pelo menos do ponto de vista social e moral, a diversidade continua sendo desejável.

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