CEO

Mindset obsoleto

Brain model made from rusty metal gearsApesar das transformações no atual ambiente de trabalho, a maioria dos altos executivos continua associando alto desempenho a competências tradicionais: inteligência de negócios, destreza em processos e tarefas e know-how técnico. Segundo especialistas, isso se deve ao excesso de “mindset obsoleto” na liderança.

O fato é que abordagens ultrapassadas já não dão conta de impulsionar desempenho, envolver as pessoas ou melhorar resultados. A tendência mostra a necessidade de uma nova perspectiva sobre o capital humano, de líderes que possam olhar para economia comportamental, neurociência, análise da rede organizacional, dados analíticos e autonomia das equipes.

Sobre isso, o report Breakthrough Performance in the New Work Environment, do CEB, faz uma grave constatação: “Infelizmente, o predomínio de suposições ultrapassadas sobre as competências e habilidades mais valiosas para o atual contexto pode levar a uma identificação equivocada dos perfis de alta performance necessários à organização hoje.”

De acordo com previsões desse relatório, se as organizações continuarem a usar métodos tradicionais, é provável que não consigam identificar 65% dos seus novos talentos de alta performance.

O bom é que abordagens modernas estão se expandindo e a linha que separa o trabalho e a aprendizagem se torna cada vez mais indistinta. Profissionais adotam novos ambientes e plataformas de aprendizagem para ampliar seus conhecimentos e desenvolver habilidades e comportamentos de um jeito mais fluido e imediato, gerando posturas mais produtivas.

Em um mundo em que novas tecnologias fragilizam velhas fórmulas, o Conselho precisa estar alerta para orientar o CEO e a alta liderança a se adaptar para conduzir os negócios com um novo mindset. Do contrário, vão se tornar obsoletos e irrelevantes, podendo até gerar situações de risco.

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