Risco

Decisões bem informadas

iStock_000081449627_SmallABoas decisões não acontecem por acaso.  Especialmente a decisão em grupo que, além da atitude e expertise das pessoas, depende do conhecimento amplo de todos os fatores que envolvem o assunto em questão. Assim, o pré-requisito para qualquer Conselho decidir melhor é estar bem informado. Não só para gerar mais perspectivas de avaliação e alternativas, como também para evitar que informações incompletas coloquem a organização em risco.

Entre os principais fatores que influenciam a tomada decisão estão a experiência dos conselheiros, o grau de complexidade da questão e o tempo hábil para deliberar e chegar a uma resolução.

Para TA Mitchell, da Heidrick & Struggles, em tempos cada vez mais incertos, as empresas precisam ser eficientes para tomar decisões rapidamente, implementá-las em ritmo adequado e gerenciar seus resultados. “Quem hesita, quem toma decisões ruins sucessivamente ou falha em executar com eficácia tem pouca probabilidade de prosperar”, ressalta.

Mas mesmo diante da necessidade de acelerar o processo, minimizar a possibilidade de más decisões é crucial para o Conselho. O jeito é estabelecer certos procedimentos e políticas. Por exemplo, o chairman pode determinar sessões especiais para discutir as decisões mais complexas. Assim, tanto os executivos terão mais oportunidade de colocar a questão desde o princípio, como também os conselheiros vão conseguir compartilhar preocupações ou suposições bem antes do momento da decisão final.

Para melhorar o processo de tomada de decisão e conhecer os fatores que podem limitá-lo, confira a lista do Guidance on Board Effectiveness, da FRC:

Boa capacidade para tomar decisões pode ser facilitada por:

-Alta qualidade na documentação do Conselho;

-Obter o parecer de experts quando necessário;

-Dar tempo para o Conselho debater e desafiar, especialmente questões complexas, controversas ou críticas da empresa;

-Chegar a uma conclusão conveniente a tempo;

-Proporcionar clareza quanto a ações necessárias, bem como prazos e responsabilidades.

Fatores que podem limitar a tomada de decisão eficaz do Conselho:

-Conselheiro (ou grupo de conselheiros) com uma personalidade dominante que iniba a contribuição de outros membros;

-Insuficiente atenção ao risco ou tratar o risco como uma questão de compliance e não como parte do processo de tomadas de decisão, especialmente em projetos que possam pôr em perigo a estabilidade e sustentabilidade do negócio;

-Incapacidade de reconhecer as implicações de se operar o negócio com base em interesse próprio ou com outros padrões éticos baixos;

-Relutância em envolver diretores não-executivos ou levar assuntos ao Conselho apenas para ser encerrados e não debatidos;

-Atitudes complacentes ou intransigentes;

-Uma cultura organizacional fraca;

-Informação ou análise inadequada.

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