Governança

Algum problema?

Dominoes. On a white background.Pelo impacto e influência cada vez maiores que as decisões do Conselho exercem na organização, há questões de governança que precisam ser continuamente monitoradas, especialmente em ambientes voláteis como o que vivemos hoje em dia.

Segundo TA Mitchell, diretora da Heidrick & Struggles, modelos de governança, em sua maioria, são colocados em prática com uma agenda estratégica específica, e são adequados a essa finalidade por um tempo determinado. “As organizações evoluem e o modelo de governança (ou parte dele) deve ser ajustado para refletir mudanças nas prioridades estratégicas”, diz.

Para ajudar nesse processo, a expert sugere algumas perguntas básicas para ajudar a detectar procedimentos de governança que ocorrem na esfera do Conselho e que acabam espelhados em toda a organização. De acordo com ela, se responder sim a mais do que uma ou duas destas perguntas, provavelmente há problemas de governança:

Reuniões. Existe a sensação de que todo mundo passa muito tempo em reuniões e não faz quase nada? Há reuniões que se deixassem de acontecer isso não produziria nenhum impacto?

Métricas. Existem iniciativas classificadas como “verdes” mas que não entregam o resultado esperado – ou ficam “vermelhas” apenas na etapa final? Há métricas que mostram um cenário positivo quando todos sabem que, na verdade, há um problema? Será que o feedback do cliente conta uma história diferente do que as avaliações internas da empresa?

Decisões. A organização leva muito tempo para tomar decisões ou parece, muitas vezes, nunca tomar uma decisão? Será que todas as decisões passam por duas ou três deliberações até chegar a uma resolução? É preciso sempre pedir mais dados, mais análises e mais opções?

Execução. É comum sair de uma reunião com incerteza sobre o que ficou decidido? Diferentes áreas da organização seguem direções opostas? Algumas determinações são “esquecidas” ou simplesmente ignoradas?

Gestão. Existe um “acordo tácito” de se ignorar a execução medíocre? Será que a agenda parece mais focada em boas ideias para o futuro do que em obter maior proveito do que já foi colocado em prática? “Apagar incêndios” é mais valorizado do que a prevenção? Existe um menosprezo por avaliações minuciosas, tanto internas como externas?

Autoridade. Não está claro que grupo toma decisões ou qual área tem a responsabilidade pela execução? Apesar de estabelecidas, as políticas não são claras o suficiente para orientar líderes em todos os níveis e coloca restrições irrealistas à liderança? Quem realmente decide em geral não está presente?

Quando a governança perde sua efetividade, é hora de aperfeiçoar ações que impactem seu sistema, a começar pelo Conselho. “Sem revisão regular e atualização, é fácil ser complacente e permitir que a governança decaia ou se deteriore, em vez de ser valorizada por seu papel de gerenciar riscos e entregar a estratégia”, conclui Mitchell.

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