Risco

Implicações da hiperconectividade

cyber laser target on a speed conceptO impacto que o “digital” vem imprimindo no mundo é mais que evidente. Não há uma nova tendência que não esbarre nesse aspecto. Como consequência, a “conectividade” se aprofunda a cada dia, mudando a maneira como empresas, governos e indivíduos interagem com o mundo.

Avanços tecnológicos a custos mais baixos, redes que se espalham, a nuvem (cloud) e soluções inovadoras tornaram possível chegar a todos os cantos da Terra via conexões wireless e mobile. Nunca como antes dispositivos nos rastreiam, monitoram e gravam o tempo todo. O Fórum Econômico Mundial prevê que mais de um trilhão de sensores serão conectados à internet até 2022, levando a chamada “Internet das Coisas” (IoT) para outro patamar.

E com a maior penetração da internet (hoje 3,2 bilhões de pessoas têm acesso à web), aliada a novos tipos de soluções e sensores inteligentes ligando tudo — até nossos corpos, com os vestíveis e, num futuro não muito distante, os implantes —, o volume de dados resultante será explosivo. Evidente que o Big data e a IoT podem beneficiar o mundo. E a tecnologia tem claramente tornado a vida mais confortável, mas estamos prontos para lidar com os riscos?

De acordo com relatório de tendências da Global Trends, o custo dessa hiperconectividade é a sobrecarga e uso indevido de dados com crescentes ataques cibernéticos expondo as vulnerabilidades de indivíduos e organizações.

É por isso que o Conselho, na opinião do Dr. Michael Chui, do McKinsey Global Institute (MGI), precisa se debruçar (e aprender!) sobre questões digitais — dados, social, móvel e Internet das Coisas (Iot) — não só para se adaptar às mudanças tecnológicas e se proteger de seus riscos, como também ganhar coragem de realocar recursos de maneira significativa. Afinal, o avanço da tecnologia hoje tem exigido mais experiências, produtos e serviços superpersonalizados, imediatos, integrados, fluidos em novos meios, como as realidades virtual e aumentada, que logo, logo, vão começar a transformar setores inteiros.

Neste contexto, não é nenhuma surpresa que executivos de diversos setores estejam desesperadamente em busca de novos modelos de negócios que lhes permitam resistir às rupturas eminentes (poucos segmentos não estão sob ameaça) e se reinventar.

Líderes precisam ser conscientes do fato de que mudanças que provocam ruptura são frequentemente apoiadas por tendências tecnológicas. É raro o caso em que você pode parar uma tendência de tecnologia. Você pode até conseguir retardá-la um pouco, mas será mais vantajoso chegar à frente ou estar pronto para agir rapidamente se e quando a tendência realmente acelerar”, afirma Chui.

Para o especialista do MGI, raramente uma organização com um modelo de negócio bem-sucedido joga tudo fora para fazer algo completamente diferente. No entanto, entender as implicações das novas tendências digitais — conectividade, sensores, robótica, dispositivos inteligentes — e estar preparado para experimentar e adaptar-se apropriadamente a cada situação é essencial para encontrar novas formas de gerar e obter valor.

Daí a importância de Conselhos aumentarem sua capacidade de monitorar mudanças tecnológicas com potencial de causar rupturas que possam afetar os negócios, tanto de forma positiva como negativa.

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