Estrutura

Qual a composição ideal?

Writing toolsOs fatores que afetam a composição do Conselho e os atributos a serem buscados em conselheiros (e no Conselho como um todo) continuam em foco, especialmente diante de um contexto que enfrenta turbulência econômica, mudanças nos mercados e aceleração da globalização.

​Tradicionalmente, Conselhos sempre foram instituições muito homogêneas, compostas em grande parte de homens com mesmo repertório. Hoje, comitês diretivos buscam combater essa homogeneidade para ter mais ressonância com a atualidade, com uma variação maior em termos de gênero, nacionalidade e formação profissional.

E embora não exista um ponto de vista definitivo sobre como o Conselho ideal deve ser composto, há uma propensão de questionar mais os pressupostos que sempre moldaram a composição tradicional de Conselhos. Hoje, para refinar a estratégia de composição do Conselho, é preciso equalizar uma série de considerações opostas, como aponta a publicação da Russell Reynolds Associates:

Continuidade X Nova perspectiva
. No contexto da crise econômica global, há um desejo de recrutar conselheiros com novas perspectivas, bem como experiências e competências adequadas para os desafios mais imediatos. Sem contar que Conselhos compostos de membros com diferentes perspectivas são mais valorizados por sua maior propensão a fazer perguntas essenciais em vez de sucumbir ao groupthink. Por outro lado, Conselhos querem preservar e alavancar as relações e o conhecimento institucional que já possuem.

Coesão X Diversidade. Em geral, organizações tendem as privilegiar a seleção de executivos que se encaixam facilmente na cultura do Conselho vigente. Como resultado, CEO, chairman e comitês de indicação acabam se voltam para suas próprias redes profissionais e sociais em busca de candidatos a conselheiros, reforçando certa homogeneidade na sala de reuniões. Cada vez mais, no entanto, há o reconhecimento de que Conselhos compostos apenas de homens com o mesmo tipo de background ficam em desvantagem em um mundo caracterizado por uma diversidade cada vez maior e mercados globais. O ponto crucial para Conselhos é incorporar diversas perspectivas, mantendo a coesão e confiança, essenciais para manter uma dinâmica apropriada.

Expertise granular X Monitoramento do Big picture. Historicamente, Conselhos colocaram menos ênfase em profissionais com competências específicas do setor de atuação da empresa. Afinal, o trabalho de fazer a gestão da empresa sempre foi da liderança e a missão do Conselho se restringia ao monitoramento baseado na experiente (e mais abrangente) análise do negócio. No entanto, a complexidade das questões de negócios de hoje exige cada vez mais que conselheiros tenham o conhecimento adequado (seja específico ou mais geral) para envolver seus colegas executivos em discussões substanciais e dar orientações relevantes ao CEO.

​Como diz Michael Treschow, chairman da Unilever desde 2007: “Você quer poder olhar a mesa de reunião do Conselho e ver todos os stakeholders representados, de modo que, quando um problema envolvendo um deles surge, você tem alguém experiente a quem recorrer.”

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