Capital Humano

Esgotamento à vista

Businessman With Hands On Head At Conference TableDiante de um mercado cada vez mais competitivo, o estresse sofrido por altos executivos e conselheiros atualmente tem escalado a ponto de provocar impacto crítico em seu foco, desempenho e decisões.

Normalmente a carga de trabalho no Conselho é pesada, podendo aumentar exponencialmente quando há transição do CEO, fusões, ativismo de shareholders ou questões de regulamentação. Como se não bastasse, conselheiros se reúnem poucas vezes ao ano (em geral seis vezes) para resolver questões bastante complexas.

E quando a quantidade de tempo e esforço necessários se tornam insuficientes para gerar valor ou abordar os desafios estratégicos, os membros, expostos a uma exaustão contínua, começam a sentir que seu trabalho não é valorizado pela organização, podendo culminar na sensação de não ter nada mais a oferecer.

Essa dedicação exagerada à atividade profissional, aliada a crescentes demandas e tempo escasso, pode ser a receita para a chamada “Síndrome de Burnout”, distúrbio caracterizado pelo esgotamento físico e mental associado ao excesso de trabalho, que resulta em desilusão e atitudes disfuncionais, como procrastinação, falta de motivação e concentração.

De acordo com Kaye O’Leary, consultora executiva de governança e estratégia corporativa, conselheiros essencialmente desejam agregar valor, contribuindo em questões estratégicas que façam a empresa crescer e alcançar seus objetivos. Portanto, o desafio está em gastar o máximo de tempo possível das reuniões em conversas estratégicas com o CEO e a alta gestão.

Para otimizar o tempo de conselheiros e minimizar a possibilidade de burnout, O’Leary oferece as seguintes dicas:

Não desperdice tempo precioso da reunião do Conselho apresentando informações que já foram enviadas. Nada é mais irritante do que chegar preparado e ter que ouvir o CEO ou a liderança repetindo tudo que você acabou de ler.

Confie no trabalho de comitês executivos e não repita o que já fizeram diante do Conselho todo reunido. Essas comissões gastam muito tempo em questões relevantes e análises profundas, com conclusões que entregam para o Conselho apreciar sob a forma de relatórios e recomendações. Então, aproveite isso com eficácia.

Avalie anualmente se as atribuições do Conselho correspondem às prioridades estratégicas da organização. Reveja com cuidado se a forma como o Conselho gasta seu tempo tem a ver com os objetivos do negócio. Revise materiais que são enviados e tente reduzir o volume de informação a um nível suficiente.

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