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Segurança cibernética: prioridade do Conselho

businessman pressing button on virtual screensUma das maiores prioridades do Conselho para 2016 diz respeito à segurança e à privacidade de dados. Diversas pesquisas associam essa tendência ao aumento de cyber ataques que a cada dia se tornam mais comuns, especialmente em grandes corporações. Segundo estimativas da Merrill Lynch, o mercado de segurança cibernética hoje vale US$ 75 bilhões por ano, com crescimento previsto para US$ 170 bilhões até 2020.

Atualmente, conselheiros — que são os responsáveis por proteger os interesses da empresa e seus stakeholders — estão mais temerosos de que hackers coloquem em risco o valor da organização ao expor informações sobre clientes, dados financeiros ou mesmo segredos corporativos. Isso porque esse tipo de incidente acaba envolvendo ações judiciais com altos custos, além de afetar a reputação e, consequentemente, os resultados do negócio.

Com o mundo digital bombando, é natural que essa preocupação em manter dados seguros ganhe cada vez mais atenção do Conselho e da alta liderança, não se restringindo mais a experts em TI. Na verdade, compreender e saber lidar com os riscos associados à coleta, ao armazenamento e uso de dados já é indispensável para organizações de qualquer setor e governos do mundo inteiro. Todos devem ponderar, por exemplo, se vender dados a terceiros é eticamente correto ou quem detém os direitos sobre os dados, entre outras discussões.

Para a maioria dos especialistas, essas questões devem ser abordadas no Conselho antes que algo grave aconteça e não deixar que sejam tratadas como reflexões posteriores. O segredo está na prevenção. Como bem colocado por Amada Biggs, do Leading Boards, em seu artigo Securing The Digital Boardroom, “um Conselho proativo deve imprimir o tom no topo e trabalhar com a liderança para estabelecer e promover, em toda a empresa, uma cultura corporativa que inclua segurança de dados e os riscos relacionados a isso”.

Na era da informação, Conselhos precisam considerar essa questão como um elemento essencial do negócio, ajudando as organizações a ter foco contínuo no aperfeiçoamento da segurança, adotando sistemas em constante evolução para endereçar vulnerabilidades potenciais e reais. Do contrário, os danos podem ser irreversíveis.

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