Risco

Efeitos do crescimento

white skittles and black ball on white background, bowlingEm contextos econômicos incertos (políticas monetárias malsucedidas, desemprego, inflação), o crescimento organizacional se torna mais desafiador. Diante desse tipo de cenário, um dos efeitos possíveis é uma maior propensão ao risco, que prioriza ganhos de curto prazo em detrimento do sucesso de longo prazo (o outro seria a aversão ao risco, que paralisa decisões).

No entanto, nesses casos esforços para acelerar o crescimento do negócio podem ocasionar riscos estratégicos, como mostra o Audit Plan Hot Spots, do CEB, que identifica e analisa riscos potenciais apontados pelas áreas de auditoria interna das empresas pesquisadas.

O índice do último ano verificou que, ao tentar ativar o crescimento e aumentar a competitividade, a necessidade de executar mudanças rapidamente e aproveitar novas oportunidades tende a expor deficiências nas estratégias de gestão de talentos existentes, resultando,  muitas vezes, em uma reconfiguração  de habilidades insuficiente na força de trabalho.

Ou seja, o aumento de iniciativas transformacionais acaba intensificando a probabilidade de fracasso pela incapacidade da gestão em executar de forma eficaz essas iniciativas. Isso evidencia o risco de não se fazer um planejamento estratégico mais ágil da força de trabalho.

Segundo a pesquisa, mais de 80% dos executivos relatam que os riscos relacionados ao talento têm aumentado nos últimos cinco anos devido ao aumento da competição por habilidades críticas e ao maior turnover nas posições da alta liderança:

Risco da falta de talento
Iniciativas de crescimento organizacionais e estratégias de mudança muitas vezes exigem reconfiguração das competências existentes. No entanto, mais de um terço das organizações no mundo enfrentam a indisponibilidade de pessoas com as habilidades necessárias. E 63% dos CEOs estão preocupados com a falta de profissionais qualificados, um aumento de quase 20% desde 2012.

Desafios com planejamento sucessório
O aumento na tendência de saída de líderes mais velhos, com conhecimentos específicos da organização, vem afetando a sucessão. Não é à toa que, para 63% das organizações, o planejamento sucessório é uma prioridade maior do que era há cinco anos e 66% dos Conselhos acreditam que devem gastar mais tempo nas sucessões. Apesar disso, apenas 26% das organizações sentem que têm um processo extremamente eficaz. Não enfrentar os desafios de sucessão pode levar a vácuos de liderança e riscos na gestão do conhecimento.

Portanto, o papel do Conselho é estimular a reflexão sobre quais habilidades são mais necessárias quando há mudanças na estratégia da organização e em que parte do negócio há mais riscos relacionados aos desafios de sucessão, ajudando a instaurar processos de planejamento da força de trabalho mais eficazes.

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