Governança

Os dois lados da moeda

SONY DSCNos últimos anos, devido à quebra de empresas, principalmente por conta de corrupção ou má condução dos negócios, testemunhamos um aumento no nível de desconfiança quanto à capacidade e estabilidade das empresas e sua gestão.

Não é para menos que boas práticas de governança corporativa ganharam cada vez mais destaque. Afinal, o efeito da má administração e da falta de controle em qualquer organização dá início a uma cadeia de acontecimentos lamentáveis, podendo afetar toda a economia.

Como consequência e para atender à demanda cada vez maior por transparência, códigos de governança vêm evoluindo para fornecer orientação específica de legislação e regulamentação corporativa em diversos países no mundo. E, realmente, a maioria das organizações considera essas medidas como positivas para as operações do Conselho. No entanto, há quem aponte o “outro lado da moeda”, ou seja, seus efeitos negativos.

Segundo a pesquisa Corporate Governance Practices 2015, do Hay Group, embora o impacto positivo da legislação na governança seja percebido por 46% dos executivos e apenas 12% percebam um impacto negativo, esse último índice vem aumentando desde 2013. Segundo a perspectiva dos respondentes:

Os impactos positivos incluem:

-Progresso quanto à transparência e, de modo geral, melhores diretrizes de governança.

-Padronização em todos os setores, ao exigir que todos divulguem a mesmo tipo de informação.

-Oportunidade de examinar práticas atuais e desenvolver políticas antes que se tornem obrigatórias.

-Apoio para a realização dos objetivos de governança, aumentando o valor de longo prazo para os acionistas.

-Base para alavancar resultados operacionais e financeiros como organização–líder do setor.

Impactos negativos incluem:

-Diminuição no poder de decisão das organizações.

-Encargos administrativos e recursos adicionais.

-Ineficácia por adotar uma abordagem padronizada para todos.

 

De todo modo, regulamentações estimulam ações proativas de boa governança para ajudar as empresas a conduzir os negócios de forma mais eficiente e, acima de tudo, com integridade.

Como diz o especialista em legislação Ashish Makhija: “A regulamentação na governança é indispensável. E um mínimo de compliance voluntário também é desejável”.

Advertisements