Estratégia

Planejamento: um horizonte relativo

iStock_000043086752_SmallACada setor opera com um horizonte de planejamento diferente — alguns precisam mais da visão de longo prazo do que outros. Mas a verdade é que, diante de um contexto que muda cada vez mais rápido, o horizonte de planejamento encolheu. Exceto para grandes projetos de capital ou de infraestrutura, não é mais possível falar em planos de dez anos, nem mesmo de cinco anos.

Hoje em dia, membros do Conselho de modo geral acreditam que um horizonte de planejamento adequado deve ter três anos. Segundo o report da Grant Thornton deste ano (“Corporate governance the tone from the top”), a maioria das organizações (quase 75%) agora opera sob um ciclo de planejamento de três anos (ou menos!).

Mas mesmo essa extensão é relativa, pois o Conselho e a gestão devem ajustar as metas e objetivos do plano continuamente — pelo menos trimestralmente. Na verdade, as mudanças no ambiente operacional são tão velozes que metas consideradas importantes há seis meses precisam ser modificadas “no meio do voo”, como se diz. Sem contar as novas oportunidades que também surgem sem parar, sendo necessário adicioná-las ao plano.

Como recomenda a Grant Thorton, as empresas precisam considerar se o seu processo de planejamento estratégico incentiva que as decisões sejam tomadas com um equilíbrio adequado entre objetivos de curto e de longo prazo.

No fundo, não há um “caminho certo” para uma organização planejar. Cada empresa deve determinar a sua própria abordagem, com base nas necessidades específicas da organização e em seu ciclo de vida. O mais importante é que o planejamento aconteça e que o Conselho participe, ajudando a implementar o plano e a monitorar a realização dos objetivos.

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