Capital Humano

Recrutamento em xeque

Colorful school markers closely.O processo de recrutamento de conselheiros continua com um grande desafio: se tornar mais inclusivo e diverso para enfrentar o contexto dinâmico atual com novas perspectivas e ideias.

Segundo a pesquisa The 2014 Board Practices Report: Perspectives From the Boardroom, 72% das empresas avaliadas afirmam que sua primeira opção ao recrutar conselheiros é se voltar para seus próprios diretores para fazer indicações, antes de usar consultorias especializadas (56%).

Na opinião dos especialistas Deborah DeHaas e Byron Spruell (veja artigo publicado na NACD Directorship), embora reconheçam que não se possa descartar a experiência de que quem já faz parte da empresa, esse procedimento pode limitar a diversidade na composição do Conselho (e, por tabela, a diversidade no raciocínio para as discussões). Como consequência, isso acaba se refletindo na capacidade de se adaptar às demandas de clientes e do mercado.

De todo modo, a dupla ressalta os principais riscos que esse tipo de recrutamento mais tradicional pode acarretar:

1. Escassez de candidatos com a experiência necessária para enfrentar as questões mais críticas de hoje, como segurança digital, mídias sociais, volatilidade dos mercados, etc.

2. Falta de desenvoltura para lidar com rápidas mudanças demográficas que possam impactar a estratégia e o modelo de negócio.

3. Ausência de pensamento, voz e perspectiva daqueles que influenciam os rumos futuros da organização e o valor para o acionista.

Esses são apenas alguns dos riscos de um recrutamento restrito que podem afetar a prontidão dos Conselhos para enfrentar os desafios das próximas décadas.

Portanto, as organizações que quiserem ter um Conselho mais preparado e com mais clareza sobre as dinâmicas que transformam seus negócios vão ter que criar um pool mais diverso de executivos capacitados, que fortaleçam a atuação do Conselho para fazer recomendações oportunas à liderança da organização.

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