Estratégia

Promovendo a inovação

iStock_000051705356_SmallA“A inovação é vital para o progresso econômico”. Tal afirmação parece óbvia no atual contexto, por causa das mudanças e tendências que afetam companhias, indústrias e mercados em escala global, forçando as organizações a inovar mais rapidamente, a fim de se manter competitivas.

Mas, mesmo diante dessa evidência, em que medida a missão de governança do Conselho envolve a “Inovação”? Ou como a inovação deve se comportar na esfera do Conselho? Isso é o que Rachel Clausen, da Enlight Research, tenta descobrir ao indagar: “Como Conselhos enfrentam o desafio de equilibrar a pressão entre ter cautela com o risco e atender à demanda pela inovação?”

A solução é proposta pela Dra. Reatha King, experiente conselheira na NACD, que acredita que Conselhos inovadores são aqueles que se empenham ativamente em contribuir com os líderes da companhia para discutir sobre a estratégia. De acordo com pesquisas, o papel do Conselho na estruturação da estratégia corporativa ainda é uma lacuna em muitos Conselhos. Estudo da NACD, por exemplo, apresenta recomendações para promover mudança considerável na frequência e na profundidade com que Conselhos discutem e alteram a estratégia em conjunto com a gestão. E dados da KPMG (Is Governance Keeeping Pace?) revelam que apenas 50% dos executivos acreditam que o envolvimento de seu Conselho na estratégia corporativa é tanto “contínuo quanto substancial”.

No entanto, recentemente a participação mais ativa na formulação da estratégia com a gestão (envolvendo-se logo no início do processo para que suas sugestões e contribuições sejam influentes) tem sido o caminho para conselheiros obterem mais influência sobre a alta liderança das empresas onde servem — desde que limitando seu papel à supervisão do desenvolvimento e implementação da estratégia corporativa.

Segundo Richard D. Parsons e Marc A. Feigen, em seu artigo The Boardroom’s Quiet Revolution (HBR), “no passado, a abordagem de um Conselho típico para entender a estratégia da empresa, muitas vezes, consistia em ouvir um gestor atrás do outro fazendo apresentações formais, altamente ensaiadas e demoradas. O que alguns conselheiros chamam de ‘morte pelo slide’”. E continuam: “Hoje, bons Conselhos entendem que seus membros devem se engajar em um processo contínuo de aprendizagem sobre a estratégia”.

Parsons e Feigen dão dois exemplos de como, cada vez mais, membros estão aprendendo mais sobre o negócio e estão aplicando seus insights e entendimento:

Tradicionalmente, conselheiros ficavam sentados na sala de reuniões. Hoje, eles estão indo visitar o negócio”, ressalta Raj Gupta, conselheiro da Delphi Automotive, HP, Tyco e Vanguard.

Nossos membros sabiam nossas perspectivas de crescimento de negócio, onde investir, onde alienar e onde crescer”, recorda Larry Bossidy, ex-chairman da Honeywell.

Nesse sentido, Damien Tampling, da Deloitte, recomenda que no exercício de sua responsabilidade de governança da estratégia de inovação, “Conselhos devem indagar sobre a cultura e infraestrutura de inovação da sua organização, sobre quem são os campeões de inovação da empresa, que estratégias a empresa está perseguindo e como apoia e fomenta novas ideias. Conselhos também devem solicitar da alta gestão informações sobre como as mudanças da era digital estão afetando sua organização e sua indústria, e como seus líderes pretendem maximizar as muitas oportunidades apresentadas por essa mudança, ao mesmo tempo se protegendo de ameaças”.

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