Capital Humano

Ser ou não ser… um membro?

iStock_000018214077_SmallAExecutivos se juntam a Conselhos por uma série de razões, incluindo boa renda, prestígio, reconhecimento público e outros privilégios que acompanham a função. No entanto, desvios financeiros e práticas fraudulentas recentes intensificaram o clima de cautela na governança, restringindo algumas dessas vantagens.

Nunca como hoje conselheiros se sentiram tão vulneráveis a processos judiciais e riscos maiores pelo efeito combinado de novas regulamentações e uma maior atenção da mídia e de acionistas. Um cenário que dificulta a tarefa de encontrar profissionais com credenciais dispostos a aceitar o posto.

De fato, executivos têm ficado mais hesitantes ao considerar a participação em um Conselho específico. Para ajudar esses candidatos, especialistas recomendam fazer três questões fundamentais ao avaliar uma oportunidade de servir em um Conselho:

1. Posso contribuir para o sucesso da empresa?
2. Vou aprender alguma coisa com isso?
3. A empresa está preparada para fazer o que precisa ser feito?

Mas a resposta a todas deve ser um “sim” absoluto. Do contrário, dizem, é melhor declinar o convite. Ou seja, é necessário sentir confiança plena de que se vai ganhar algo em fazer parte do Conselho em questão, mas também poder agregar valor de algum modo.

Basicamente, executivos precisam avaliar com cuidado o Conselho ao qual vão servir, mas sem deixar que a cautela governe todos seus compromissos como conselheiros, já que eles também podem se beneficiar pessoalmente e profissionalmente ao se envolver nesta função. Afinal, trata-se de uma inestimável oportunidade para aprender, fazer networking e ganhar novos insights sobre o mundo dos negócios.

Abaixo, a sugestão de perguntas da Spencer Stuart para avaliar se vale a pena ser membro antes de aceitar servir em um Conselho:

– Qual o histórico de geração de valor da empresa? Especialmente se o CEO for um novato.

– Quem são os principais acionistas da empresa? Há quanto tempo eles mantêm sua participação acionária na organização?

– Quais são os processos de governança corporativa da empresa, tais como: Missão, normas de governança, estatutos, papéis e responsabilidades, limites de decisão da alta gestão?

– O que o relatório anual transmite sobre essa abordagem?

– O Conselho convoca quantos comitês diretivos? Quais são as responsabilidades desses comitês?

– Como meu background se encaixa na estratégia ou modelo de negócio da empresa?

– Como minhas habilidades complementam o Conselho existente?

– Quão proativo é o Conselho no treinamento de seus membros, avaliações de desempenho e processo de indicação?

– Quantos executivos independentes se sentam no Conselho? Como este Conselho define independência?

– Qual a expectativa quanto ao volume de trabalho e tempo de dedicação?

– Quais são os passivos e cobertura do Seguro de Responsabilidade Civil de Administradores (Seguro D&O) da empresa?

– Como os executivos são recompensados?

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