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Cultura ética

Wooden blocksInúmeros cases de fraude e irregularidades nos negócios comprovam: comportamento ético não se autorregula. De fato, líderes precisam de orientação clara quando se trata de dilemas éticos — quando algo sem nenhuma regra escrita não chega a ser ilegal, mas pode ser imoral ou antiético. Nesse sentido, é fundamental que Conselhos ajudem a criar uma cultura ética na organização. Afinal, essa é a base da boa governança.

Claro que ter um Código de Ética estabelecido sempre ajuda, mas palavras num papel não são suficientes. A cultura corporativa exerce uma influência muito maior no time. Então, o ideal é que, além de desenvolver estratégias e políticas para incorporar padrões elevados de conduta nas ações da organização, Conselhos consigam disseminar o tom ético a partir do topo (tone at the top) por meio de deliberações consistentes com os valores da empresa.

É vital garantir conversas estratégicas regulares sobre ética, bem como uma supervisão contínua. A ética deve ser um ponto permanente na agenda do Conselho e ser diretamente tratada por pelo menos um dos comitês diretivos.

Outras medidas para consolidar uma cultura ética efetiva incluem não só o apoio total da alta liderança, como também capacitação contínua e comunicação constante. De acordo com o Guia de Ética para Conselhos do MIoD (Mauritius Institute of Directors), a capacitação em ética deve:

a) Capacitar profissionais a atuar com segurança e determinação na hora de enfrentar dilemas éticos;

b) Permitir que compreendam e saibam interpretar e aplicar o Código de Ética da organização;

c) Destacar as responsabilidades de cada um na criação e reforço de uma cultura ética;

d) Definir as linhas disponíveis de comunicação confidencial para denunciar condutas antiéticas.

O ponto fundamental é que a ética dos negócios começa mesmo na sala de reuniões do Conselho.

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