CEO

Preparado para liderar um Conselho?

iStock_000024573771SmallAA presidência de um Conselho é um papel especial a ser exercido, diferente de qualquer outro posto de liderança. Além de conduzir as reuniões com eficiência e efetividade, o Chairman (presidente) é responsável por manter o foco dos conselheiros em suas obrigações como membros do Conselho.

No entanto, mesmo com um título de “presidente”, o poder na sala de reuniões é em grande parte informal, com pouca autoridade para dar ordens e fazer as coisas acontecer. Executivos independentes são empreendedores poderosos, com egos à altura. Liderá-los exige capacidade de persuasão, de dar o exemplo; não de exercer comando e controle.

Mas a questão é: quando um profissional está realmente pronto para presidir um Conselho?

Para quem pensa em ser Chairman, algumas das dicas a seguir podem ajudar a refletir sobre as habilidades e experiência necessárias para fazer um trabalho melhor como líder independente de um Conselho:

Boa seleção
Selecionar é fundamental. Lamentavelmente, ao considerar pretendentes, a maioria dos Conselhos apenas transita no nível “alguém que conhece alguém”, mas não faz o recrutamento de líderes potenciais para o Conselho. Como muitos presidentes são selecionados entre comitês diretivos, vale investir neste potencial “pipeline” para ter onde buscar talentos.

Mentoring
O Instituto de Conselheiros Australiano ressalta que fazer campanha para ser presidente do Conselho é tão contraproducente quanto inapropriado. O ideal é procurar um mentor, alguém com experiência comprovada como presidente independente que possa compartilhar sua sabedoria com o candidato.

Parceria com CEO
A química e o respeito mútuo entre o presidente e o CEO são fundamentais. Para desenvolver uma relação de colaboração positiva com o CEO, atuando como um porta-voz sobre questões emergentes e ações alternativas, o Chairman precisa atuar com inteligência emocional, ter boa capacidade de comunicação e maturidade, além de saber construir senso de equipe.

Gestão do Conselho em si
Conselhos podem se tornar panelinhas sem uma liderança sólida. O Chairman está na posição única de garantir o valor do Conselho, lutando contra “guerras culturais: membros com uma mentalidade “Nós x Eles”, novatos, diretores que vêm de fusões e aquisições, rixas pessoais, nepotismo, membros que não contribuem, etc. Uma maneira inteligente de um presidente exercer seu papel é focar na gestão do Conselho em si. Ele deve construir a equipe, fazendo a intermediação para moldar objetivos comuns, além de impor a avaliação do Conselho e o planejamento sucessório.

Agenda
O trabalho de um presidente é ser um líder que provoca mudança, movendo a organização para frente em sua jornada. Ele deve conduzir a reunião de tal forma a fazer o Conselho resolver problemas e tomar decisões estratégicas, dando orientação sobre desafios futuros, e não apenas tratar do PowerPoint sobre o trimestre passado. Isso demanda direcionar a forma como o tempo da reunião é usado. O Chairman tem o poder de “definir a agenda” dos encontros para garantir mais diálogo e discussão e menos revisão de documentos.

Dados vitais
Informações do Conselho reunidas em dashboards são uma tendência em governança. Big data e a tecnologia permitem aos Conselhos focar nos principais indicadores para saber se a empresa está se saindo bem, se existem tendências negativas no horizonte ou se há potencial falha nos controles internos. O essencial é saber exatamente o que o Conselho precisa ver. Dizem que apenas metade de 1% do que está acontecendo é crucial. O Chairman precisa se empenhar em descobrir que “meio por cento” de dados vitais são esses, assegurando que essa informação chegue aos membros.

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