Capital Humano

Afastando a incompetência

iStock_000050883422LargeAServir em um Conselho é coisa séria, afinal muitos escândalos corporativos se devem a falhas na governança, incumbência desse comitê. Por isso, a baixa performance nessa arena tem implicações graves para o negócio, tornando indispensável o afastamento de membros com uma atuação aquém da esperada.

Mas é preciso ter em mente que a governança organizacional é um ato coletivo. Ela só se realiza quando os membros do Conselho atuam como um grupo. Seja para direcionar a estratégia, monitorar performance, definir o CEO ou garantir compliance, sua autoridade só existe em conjunto.

Mesmo assim, para saber quando se torna necessário dispensar algum membro, é preciso que padrões de performance tenham sido estabelecidos. Do contrário, fica difícil medir o nível de desempenho dos conselheiros. Antes de tudo, o papel do Conselho como grupo deve estar definido, assim como precisam estar detalhadas as expectativas de desempenho dos membros, para haver um parâmetro de avaliação de performance. Depois, vale definir os termos para as reuniões de Conselho, lembrando aos membros sobre políticas e procedimentos, sistemas e processos.

​​​Como em um ambiente de gestão do dia a dia, não se pode dispensar alguém sem comparar seu desempenho com as expectativas acordadas. Nem sem ter dado feedback e a oportunidade de melhoria em primeiro lugar. Lembrando que a conversa de feedback é sempre formal.

Mas quando se trata de Conselhos, Simone Joyaux, autora de Firing Lousy Board Members – And Helping the Others Succeed, acredita que o melhor caminho é levar o membro de baixa performance a reconhecer que ele não está cumprindo suas obrigações. O objetivo é ajudá-lo a se conscientizar, sem ser desagradável e demonstrando preocupação pela situação. O fundamental é deixar claro que ele precisa se comprometer ou deixar de servir no Conselho da organização. “Não se trata de dispensar conselheiros incapazes. E sim de provocar consciência, para que transformem seu empenho e se tornem mais eficientes”, ressalta.

Um conselheiro deve ser liberado somente se não demonstrar mudança, já que manter membros com baixa performance por perto é inaceitável. Eles desperdiçam tempo precioso e podem desmotivar quem se empenha de fato.

​O fato é que organizações que não lidam apropriadamente com pessoas com baixo desempenho enviam uma péssima mensagem aos stakeholders. Como afirma Joyaux, toda organização merece ter conselheiros de alta performance e não se contentar com pouco.

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