Estratégia

Linguagem como estratégia

Group Of Business People Working In A View Of Urban Scene And WoA capacidade de claramente definir, comunicar e executar a estratégia é o trabalho mais importante de qualquer organização. Pesquisas mostram que empresas que executam suas estratégias consistentemente entregam muito mais valor agregado para o acionista e permanecem no topo de seus mercados. No entanto, Kaplan e Norton afirmam que menos de 5% da força de trabalho típica pode articular a estratégia de sua empresa. Isso porque, independentemente de como é elaborada, a estratégia para ser efetiva depende, em grande parte, da habilidade de linguagem e cultura organizacional.

Para driblar esse problema e acomodar os desafios de comunicação do mercado global atual, Tsedal Neeley e Robert Steven Kaplan, da Harvard Business School, acreditam ser imperativo que as organizações multinacionais elaborem estratégias de linguagem. Eles argumentam que as organizações que conseguem atrelar uma estratégia de linguagem ao seu processo de gestão ganham vantagem competitiva.

E mesmo não sendo tarefa das mais fáceis, empresas líderes percebem como isso é essencial para seus resultados. A IBM, por exemplo, com mais de 400 mil colaboradores, que representam 184 idiomas e 96 nacionalidades em diversos mercados no mundo, gasta bilhões implementando uma linguagem corporativa comum.

Nesse sentido, Conselhos precisam ajudar a alta liderança a entender a função da comunicação também como algo mais abrangente, com metas ligadas à sociedade em geral para alcançar os objetivos do negócio, e não como um processo que se limita a informar e motivar colaboradores.

Esse mindset que valoriza a comunicação apenas para informar os outros e reforçar imagem não dá atenção a funções mais amplas, como acompanhar e aproveitar tendências e desenvolvimentos na sociedade ou promover maior diálogo com stakeholders, por exemplo — isso só mostra a urgência de ter Conselhos com destreza em mídias sociais e saber digital.

Hoje, implementar estratégias efetivas vai depender do entendimento do Conselho e da alta liderança sobre a comunicação como forma de construção da realidade. Ou seja, como uma interação em que as percepções, orientações, significados e a realidade são construídos socialmente. Desenvolver essa visão de maior alcance sobre o papel da comunicação no Conselho será imprescindível para organizações atuarem no mundo atual, especialmente pela influência crescente das mídias sociais.

Quem viver verá.

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