Governança

Conselhos de hoje

iStock_000006777136SmallAUma nova era de responsabilidades para o Conselho surgiu a partir de escândalos corporativos como o da Enron, Global Crossing, Tyco, WorldCom, entre outros. Esses escândalos aconteceram, em parte, por falhas na governança corporativa — além de práticas ilícitas de negócios e contabilidade.

Isso inaugurou novos padrões de conduta em Conselhos desde o início dos anos 2000. A partir daí, servir como membro em um Conselho perdeu aquela noção de “se dar bem”, como antes. Isso porque a governança corporativa não só ganhou outro peso, como passou a ficar sob um escrutínio maior de acionistas e reguladores.

Para cumprir seu papel neste novo contexto, antecipando questões críticas e desafios que possam afetar a organização, os Conselhos de hoje sabem que devem abandonar práticas inadequadas. As expectativas são distintas de décadas passadas e exigem que o Conselho e o CEO realmente exerçam uma dinâmica de colaboração e supervisão complexa, aumentando sua responsabilidade para agregar valor para a empresa.

Segundo Steve Ferguson, consultor da Endeavor Management, há certas práticas que são básicas para o Conselho colaborar de forma produtiva, por meio de uma supervisão inteligente:

-Ser mais independente da gestão e, ao mesmo tempo, criar uma relação mais construtiva com os líderes da empresa.

-Entender claramente a diferença entre governança e gestão, para não debilitar seu papel de supervisão.

-Adotar a crescente tendência de divisão de funções entre o presidente do Conselho e o CEO da empresa.

-Ajudar a garantir que o CEO desempenhe um papel cada vez mais significativo.

-Exigir uma dedicação maior dos seus membros, tanto individualmente como em grupo nos comitês diretivos.

-Estabelecer mandatos com prazos predeterminados e eleições regulares, com maior responsabilidade por sua atuação e pela performance do negócio.

-Manter a compensação em dinheiro, mas fazer com que os membros do Conselho sejam cada vez mais compensados via aquisição de ações.

-Desenvolver a capacidade de se adaptar constantemente frente a mudanças de cenário e adquirir competências em sintonia com os avanços da tecnologia.

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