Estrutura

Conselho aberto a colaboradores

Uma dasiStock_000030647302SmallA questões ligadas à diversidade em Conselhos diz respeito à representação de colaboradores em comitês diretivos e sua participação em discussões estratégicas.

Na Europa, por exemplo, mesmo sem leis oficiais alguns Conselhos decidiram voluntariamente integrar colaboradores em reuniões de Conselho. O representante pode ser um colaborador, mas a empresa também pode eleger conselheiros ou diretores que representem os colaboradores no Conselho.

E ainda que, na maioria das vezes, os representantes eleitos tenham um dever de lealdade para com o Conselho e permaneçam na reunião somente quando as questões discutidas têm relação direta com as preocupações de colaboradores, esse tipo de representação nos comitês diretivos pode produzir alguns efeitos. O principal deles é o alto risco quanto à confidencialidade de algumas informações.

Como sempre, tudo tem prós e contras. E, apesar de tudo, a presença de colaboradores nas reuniões do Conselho pode ser uma oportunidade de estabelecer um melhor entrosamento entre o capital e o trabalho, com o potencial de fortalecer o desempenho do negócio e a harmonia social.

Veja abaixo os dois lados dessa moeda, segundo a consultoria Leading Boards:

CONTRAS. Colaboradores na sala de reuniões podem:

Trazer um risco maior de divulgação de estratégias financeiras, segredos comerciais e vazamento do teor das discussões do Conselho, levando à perda de confidencialidade.

Intimidar conselheiros independentes por saberem tudo sobre a empresa, enquanto os não-executivos sabem apenas o bastante.

Tornar as discussões entre os membros do Conselho menos livres e honestas.

Suscitar conflitos entre colaboradores e a gestão, no caso de não concordarem com alguma decisão.

PROS. Com os representantes dos colaboradores, conselheiros podem:

Melhorar seus conhecimentos sobre as realidades do negócio todos os dias e sobre o que está acontecendo na empresa de fato.

Obter novas ideias, ter novas discussões, perspectivas e visões para o futuro da empresa.

Levar em conta os interesses dos colaboradores e entender as questões relativas ao trabalho e recursos humanos com mais facilidade.

Permitir aos colaboradores compreender melhor as questões de gestão e estratégia.

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