Risco

Risco no radar

Speedometer detailRisco permanece no centro das atenções para os Conselhos, ainda mais diante de crises corporativas. Todos sabem que nenhuma empresa pode operar eficazmente sem enfrentar risco. Mas, para alcançar o sucesso do negócio a longo prazo, a gestão do risco tem que ir além do compliance ou controles regulatórios, muitas vezes sem efeito.

Vanessa Jones e Ely Razin, especialistas da Thomson Reuters, afirmam que pela sua importância, o risco precisa deixar de ser um mero exercício de prevenção ou de categorização. Ele precisa ser examinado constantemente e ser uma parte do trabalho diário de todos dentro de uma organização. O ideal é que seja considerado em cada iniciativa empresarial, em cada decisão, cada atividade. Trata-se de construir uma organização resiliente, de fato, em todos os níveis.

Seguindo essa lógica, Dr. Noel Tagoe, diretor-executivo da Cima, que publicou um report sobre o tema, também defende que haja um senso de responsabilidade em todos os níveis. Para ilustrar, ele lembra a importância da recepção de uma empresa como primeiro contato com o mundo. Se quem atende o primeiro telefonema não tiver treinamento adequado nem a consciência de seu papel, essa pessoa pode colocar a empresa em risco, por exemplo.

De acordo com ele, lidar com o risco também significa enfrentar dois aspectos: “De um lado, temos que aumentar a capacidade de resposta e recuperação; de outro, a capacidade de evitar o risco. Um deles é proativo e outro é reativo E nós temos de ser bons em ambos”.

Assim, é preciso buscar um equilíbrio entre ser reativo e proativo. “Se uma organização é apenas reativa a riscos, então, haverá um momento em que medidas adequadas não poderão ser tomadas. Por outro lado, as organizações que são apenas proativas vão ser excessivamente cautelosas sobre tudo ao seu redor. O importante é que a empresa saiba onde se encontra em termos de riscos, pois disso dependerá seu apetite ao risco, seu nível de tolerância e capacidade de se arriscar para crescer”, diz Dr. Tagoe.

A saída é desenvolver um “radar de risco” excepcional, que ajude a manter a organização resiliente. Para isso, membros do Conselho precisam continuamente fazer perguntas para identificar melhor os riscos que o negócio enfrenta e, dessa forma, garantir maior resiliência da empresa diante deles.

E embora seja papel da gestão identificar as grandes questões de risco e seu controle, para depois apresentá-las para discussão com o Conselho, a supervisão cabe ao Conselho — que também tem a responsabilidade de definir o tom e a cultura acerca do risco, além de suas políticas e estratégia.

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