Governança

Autogovernança como solução

Em um ambientTalke de negócios cada vez mais dinâmico e imprevisível, as empresas hoje enfrentam uma variedade sem precedentes de desafios: crescimento quase nulo ou em declínio de economias maduras, alta projeção de países emergentes, ondas de inovação empresarial de star-ups, reestruturações para otimizar a cadeia de valor de ponta a ponta, entre muitos outros.

O fato é que tudo parece ficar obsoleto instantaneamente. Modelos de governança que funcionavam até ontem, de repente, não são mais adequados para o dia de hoje. Na era da agilidade, a maioria das antigas regras já não se aplica.

Nesse sentido, a boa governança corporativa passou a ser definida de acordo com a capacidade de lidar com a complexidade, ajustando estratégias e objetivos “durante o voo”, em resposta às rápidas mudanças do mercado atual.

Inspirado por esse contexto, Shann Turnbull, especialista em governança, argumenta que a governança corporativa tradicional, baseada em modelos de hierarquias de “comando-e-controle” (top-down), está ultrapassada. Em sua visão, as empresas precisam aprender a se autogovernar e a regular a si mesmas, adaptando-se diante do inesperado, inclusive para ficar menos vulneráveis.

Segundo sua proposta, o segredo está em incluir, entre os responsáveis pela governança corporativa, profissionais que sejam mais confortáveis ​​com a complexidade e tenham menor probabilidade de perceber as situações ambíguas ou inconsistentes como ameaçadoras. Especialmente em Conselhos. Para ele, essas pessoas aumentam a capacidade cognitiva da governança corporativa, apresentando um big picture com horizontes mais amplos, mesmo diante de um emaranhado complexo de estratégias e considerações sistêmicas. E isso acaba ajudando a capacitar o grupo em si para lidar com dilemas, ambiguidades, inconsistências e novidades.

Hoje, essa é uma forte tendência para ampliar o espectro de possibilidades das organizações. Vale ressaltar que a autogovernança remete a um estilo de gestão mais participativo e horizontal, focado em explorar o poder de visões e aspirações diversas.

Bom para exercitar a diversidade.

Advertisements