Risco

Cultura para atenuar risco

OLYMPUS DIGITAL CAMERA“A boa governança corporativa se baseia na prática de fazer e encaminhar as perguntas certas em um contexto que aborde os valores da cultura organizacional”.

Com base nessa afirmação, o Chartered Institute of Management, em parceria com o St. Paul’s Institute, promoveu este ano o debate “Looking Beyond the Check-box: Mitigating Risk, Maximising Performance”. A ideia foi debater o papel da cultura organizacional como medida para atenuar riscos e gerar valor sustentável, incluindo boas práticas e estratégias que vão além de simplesmente monitorar normas de compliance.

Uma discussão pertinente para Conselhos, já que uma de suas principais atribuições é supervisionar não o risco em si, mas sim se os mecanismos de gestão do risco são adequados e vigentes ao tipo de circunstância que a organização enfrenta.

No fim, a conclusão foi que, em vez de depender apenas de políticas e regras escritas, a melhor forma de reforçar cultura e incentivar toda a organização a internalizar princípios de integridade é pelo exemplo, nas ações e no comportamento. Ou seja, agindo de forma ética e responsável.

Nesse sentido, alguns pontos foram levantados no debate. Veja um resumo abaixo:

Transparência é uma exigência básica para um negócio com propósitos sérios. Ninguém espera que as organizações sejam perfeitas, mas sim que sejam honestas.

– Se os problemas são mantidos sob sigilo e discutidos apenas com um grupo menor, a cultura da organização não desenvolve uma compreensão adequada sobre como isso é tratado. Para fomentar uma mensagem unificada e senso de propósito, a alta liderança precisa lidar com problemas de frente e comunicar abertamente os resultados para toda a força de trabalho.

– A maioria das pessoas quer fazer a coisa certa quando vai trabalhar. A crença genuína e a compreensão do propósito de uma organização, e não apenas a afirmação pro forma, cria uma cultura favorável ao comportamento ético e resultados. O CEO deve ter uma visão clara e divulgá-la em toda a organização, articulando o raciocínio por trás dessa visão e as políticas relacionadas. E o papel da alta liderança é alinhar esse tom às operações e procedimentos.

– Não dá para garantir que as coisas não vão dar errado. A melhor abordagem é antecipar onde as coisas poderiam dar errado e criar controles e processos adequados para gerenciar tais erros. A verdadeira cultura de uma organização é mostrada na forma como ela reage quando as coisas dão errado.

– Muitas empresas estão começando a entender que parte fundamental de sua existência diz respeito à relevância que têm para as necessidades da sociedade. A maneira como entregam valor para a sociedade em geral vai definir seu sucesso de longo prazo, pois se trata de uma relação interdependente.

Para ver o vídeo integral do encontro, acesse aqui.

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