Estrutura

A evolução dos portais

businessman using tablet computer shows internet and social netwPortais de Conselhos tornaram-se uma ferramenta poderosa para melhorar a governança. Segundo nota de Ralph Ward, do Boardroom Insider, desde a virada do século, os recursos, demandas, a tecnologia e o valor de portais experimentaram uma expansão incrível.

Ele conta que, originalmente, o objetivo dos portais era apenas proporcionar informações paperless (sem papel) ao Conselho. Com o tempo e os avanços tecnológicos, os recursos foram se especializando. Surgiram softwares que permitem unificar uma série de recursos, tais como apresentações de reunião, livro de registros, assessments, questionários, anotações, acesso simultâneo a documentos e até assinaturas eletrônicas seguras. Essas ferramentas acabaram intensificando a capacidade de buscar informação internamente, além de influenciar a forma como vários Conselhos têm trabalhado atualmente.

De acordo com Brandon Korbey, líder de Serviços da Boardvantage, a tecnologia mobile teve papel fundamental nessa transformação. Nos primeiros tempos, a expansão dos portais de Conselhos foi gradual, mas a partir de 2011 houve um salto considerável. “Isso porque os dispositivos móveis (tablets, smartphones) se proliferaram nas mãos de conselheiros. Com seus novos tablets descolados nas reuniões, eles passaram a solicitar mais aplicativos para facilitar sua governança. Assim, faz três anos que temos testemunhado um boom na demanda por portais e novas maneiras de transferir os compromissos de governança para seus brinquedos tecnológicos”, diz.

Hoje o trabalho tem um caráter ongoing, portanto conselheiros precisam conseguir acessar informações o tempo todo e realizar seus deveres relativos ao Conselho onde e quando necessário, seja do PC, pelo celular ou tablet. Assim, o maior atrativo dos portais agora é fornecer fluxo contínuo e seguro entre esses aparelhos.

Mas apesar das facilidades, a questão do compliance limitou algumas das promessas iniciais de portais de Conselho, como as ferramentas que permitiriam aos membros se comunicar, colaborar e enviar mensagens uns aos outros. Para os departamentos jurídicos, isso poderia se tornar um pesadelo por questões legais e de compliance. Então, algumas funcionalidades foram repensadas.

De todo modo, especialistas preveem que logo mais a adoção de portais por Conselhos será cada vez maior, podendo até se tornar o padrão de governança entre diretoria e os gestores. Como aposta Jeff Powell, da Diligent, grupo responsável por um dos maiores portais do mercado: “Acima de certo nível, num futuro próximo será comum investidores perguntarem por que sua empresa não está usando um portal”.

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