Governança

Interação: a caixa-preta do Conselho

Business UnderworldPara entender os fatores que tornam um Conselho mais efetivo, muitos estudiosos tentam descobrir como executivos interagem e se comportam durante reuniões de Conselho. Afinal, aspectos comportamentais têm um papel essencial na construção de relações dentro e fora da organização. Mas lançar luz nessa “caixa-preta” (metáfora usada por pesquisadores) não é tão simples.

Talvez porque, além dos atributos pessoais dos conselheiros e executivos, isso envolva investigar o papel do poder, da confiança, das emoções e do status nas interações do Conselho. Fatores complexos, sem dúvida.

Mesmo assim, alguns especialistas já constataram, por exemplo, que um chairman tende a ser mais assertivo e a utilizar mais sua autoridade formal em reuniões, enquanto membros não-executivos tornam-se mais influentes estabelecendo coalizões ou usando técnicas de persuasão. Já, segundo Pettigrew e McNulty, o que molda a dinâmica dos Conselhos é a “vontade” e a “habilidade” dos conselheiros em mobilizar suas fontes de poder (posição, expertise, informação, etc.). Lembrando que nossas escolhas influenciam fortemente nosso comportamento.

Claro que o comportamento é dinâmico, está sempre em evolução e depende do contexto (cultura, estratégia, entre outras variáveis). Mas um ponto parece ser unânime: a governança e o funcionamento de Conselhos dependem de relacionamentos.

Assim, para qualquer Conselho que deseje agregar valor, é crucial manter a qualidade das interações, com seus membros trabalhando juntos em processos coletivos que maximizem a capacidade intelectual do grupo.

O ideal seria criar um ambiente de poder compartilhado, no qual todos demonstrassem compromisso com a participação democrática e com discussões críticas, rejeitando qualquer tipo de liderança dominante de um único indivíduo.

Uma tendência cada vez mais evidente nas organizações.

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