Risco

Transparência X Confidencialidade

iStock_000009148783SmallANo jogo dos negócios, a preocupação com a escassez de clientes, ideias, recursos, etc. ainda é bem presente. Reações protecionistas comprovam como muitas organizações e seus líderes continuam bem sigilosos sobre suas finanças, lucros, investimentos, desenvolvimento de novos produtos e sistemas de inovação.

No entanto, cada vez mais as comunidades — onde as organizações funcionam, usam recursos e impactam em diversos níveis — exigem maior transparência na comunicação sobre o funcionamento interno e os processos de tomada de decisão das empresas. Uma mudança de valores que tem surpreendido líderes mais tradicionais.

Só que, nos últimos anos, sistemas abertos e redes de compartilhamento começaram a provar que a transparência pode realmente ajudar as empresas, setores e clientes — e proporcionar maior rentabilidade para diversas organizações.

Porém, transparência exige o equilíbrio entre a) abertura quanto a processos, desempenho financeiro e tomada de decisão versus b) o sigilo necessário para obter vantagem competitiva, proteger o capital intelectual, os investimentos e a estratégia.

Ou seja, o Conselho e a alta gestão precisam operar de forma que, por um lado, atenda as expectativas dos stakeholders por transparência operacional e, ao mesmo tempo, mantenha a confidencialidade indispensável para tomar boas decisões.

Mas é importante entender a diferença entre esses conceitos e como se relacionam:

• Transparência é a divulgação de informações ao público e apoiadores para indicar que a organização é bem administrada, que opera de forma ética e lida com suas finanças com eficiência e responsabilidade. Faz parte do dever de subordinação do Conselho.

• Confidencialidade é a obrigação e o direito de não divulgar informações a pessoas não autorizadas, entidades ou processos se isso prejudicar a organização, seus relacionamentos de negócios ou um indivíduo. Faz parte do dever de lealdade do Conselho.

O fato é que maior transparência e melhor divulgação reduzem a assimetria da informação entre a gestão de uma empresa e os stakeholders financeiros, aliviando o conflito de interesses na governança corporativa. Além do mais, transparência constrói confiança e gera credibilidade — fatores essenciais para a reputação de uma companhia, hoje considerada a esfera de maior risco por Conselhos.

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