Governança

Avaliação, uma ferramenta valiosa

VotingMesmo Conselhos que operam com padrões elevados não deixam de se perguntar: “Como podemos fazer isso ainda melhor?”.

Para comitês diretivos que buscam melhoria contínua, implementar um processo de auto-avaliação é um ótimo ponto de partida. Afinal, aprender sobre o que o Conselho faz bem e o que não faz bem é fundamental para acessar forças e fraquezas e alcançar o sucesso.

O valor real de implementar uma auto-avaliação do Conselho está em engajar os conselheiros para pensar e discutir sobre como estão cumprindo seus objetivos, encontrando formas de tornar seu trabalho mais eficaz.

Mas não basta fazer a avaliação e levantar questões importantes se elas não forem resolvidas. O ideal é que cada passo desse processo melhore a prática do Conselho de olho no aperfeiçoamento da governança da empresa.

Jeff Wahlstrom, em seu guiaIs Your Board Ready for Self Assessment?, lembra que uma auto-avaliação do Conselho não é um evento isolado, nem uma ação do tipo “solução rápida”. E ressalta que não faz sentido promover avaliações sem compreender claramente o que podem ou não fazer pelo Conselho:

Pode
• Dizer como o Conselho pensa que está performando em um determinado momento.
• Fornecer insights que podem servir como base para direcionar os esforços de aperfeiçoamento da governança.
• Incentivar discussões essenciais sobre os pontos fortes e fracos do Conselho.
• Detectar questões e preocupações mais prementes.
• Servir como plataforma de lançamento para o desenvolvimento de uma agenda de governança e de um esforço contínuo para capacitar o Conselho.

Não pode
• Tomar o lugar de uma avaliação organizacional ou servir como um veículo para avaliar o trabalho dos diretores executivos.
• Resolver os problemas com membros do Conselho considerados “difíceis”.
Transformar milagrosamente o Conselho da noite para o dia.

Em síntese, o processo de avaliação do Conselho será um fracasso se resultar em apenas uma nova lista de “coisas para fazer” ou se for vista apenas como uma “atividade anual interessante”. Sua importância está em estimular uma discussão saudável e produtiva sobre a atuação do Conselho que resulte em um plano para construir uma arena mais capaz, que seja modelo de governança.

 

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