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CEOs de saída

iStock_000001359837SmallANunca o turnover de CEOs foi tão alto como hoje.

Desde 1995, as maiores empresas do mundo já apresentavam aumento considerável na taxa de saída/troca de CEOs (Booz Allen Hamilton). E, desde então, esse índice só avança.

De acordo com a consultoria de recolocação Challenger, Gray & Christmas, em 2013, no total 1.246 CEOs saíram de empresas norte-americanas (esse foi o maior número desde 2008, quando 1.484 executivos partiram). E, em janeiro deste ano, só nos EUA 131 CEOs deixaram seus postos — a maior soma total mensal desde fevereiro de 2010, e 15,9% superior ao mesmo período do ano passado.

O fato é que hoje CEOs precisam dominar uma gama de habilidades mais ampla do que no passado, quando altos executivos podiam subir dominando apenas um ramo. As empresas agora são maiores, mais globais e cada vez mais complexas, e a competição é mais intensa com o crescimento de países como China, Índia e Brasil. Além disso, executivos precisam se adaptar às mudanças tecnológicas mais rápidas, incluindo alterações provocadas pela ampliação do uso de dispositivos móveis.

E embora muitos consigam executar a estratégia com consistência e talento, para entregar resultados sólidos para a empresa e seus stakeholders, os desafios da atual realidade podem ser desencorajadores.

Para alguns (vários, pelo jeito), a vida no topo se tornou mais árdua, exigente e curta. A pressão sobre CEOs para que coloquem em marcha todo o potencial do seu negócio, em prazos cada vez mais curtos, é grande. Dizem que 2 anos é o novo “10 anos”. Há CEOs que, nem bem apresentam planos trienais, são convidados “a se retirar” depois de apenas 18 meses ou até menos.

Independentemente dos fatores que impulsionam essa tendência (Conselhos julgando mais estritamente a performance de CEOs), o comum tem sido executivos receberem um único mandato e liberdade cada vez menor para realizar sua mágica. Como consequência, a capacidade de acelerar significativamente os resultados tornou-se prioridade fundamental para CEOs de hoje.

Claro que as empresas precisam enfrentar as rápidas transformações no seu ambiente, que muitas vezes exigem adaptações no topo. Mas, a responsabilidade de nomear o CEO é do Conselho. E quando há má seleção, orientação pobre ou falta de paciência e perseverança, a organização é abalada, já que a substituição do CEO sempre causa algum transtorno e pode ser onerosa.

O Conselho, evidente, tem o dever de remover CEOs ineficientes, mas um monitoramento ativo dos comitês diretivos não só reduz as chances de demitir o CEO pelas razões erradas, como também permite que os chefes de negócios tenham um horizonte mais longo para completar seus planos.

 

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One thought on “CEOs de saída

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