Mulheres

Assumindo o risco

iStock_000020054369SmallAAlguns estudos sugerem que, em geral, mulheres tendem a ter mais aversão ao risco no que diz respeito a estilo de investimento e tomada de decisão.

E é claro que, quando “gênero” é discutido, há controvérsias.

Pesquisas do DNA Behavior International, por exemplo, comprovam que em termos de tomada de risco o comportamento instintivo natural de homens e mulheres é geralmente o mesmo: “o fato é que há mulheres cujo primeiro instinto é assumir riscos. Por outro lado, similarmente há um número igual de homens e mulheres que são instintivamente cautelosos. De novo: existem homens por aí que, por natureza, não correm riscos”.

De todo modo, quando se pensa na diversidade de gênero em Conselhos algumas vantagens foram observadas. O relatório organizado pelo professor Nick Wilson, da Leeds University Business School, atesta que ter pelo menos um membro feminino no Conselho parece reduzir em 20% a probabilidade de uma empresa falir, e que se houver 2 ou 3 conselheiras a probabilidade de falência se reduz ainda mais. Wilson ressalta que “a correlação entre a presença de mulheres no Conselho e a diminuição do risco de insolvência parece ser válida, independentemente do tamanho, setor e tipo de empresa”.

Na mesma linha, o relatório “Gender diversity and corporate performance”, do Credit Suisse, revela que as empresas com mulheres no Conselho são mais propensas a ter níveis mais baixos de endividamento do que seus concorrentes que não possuem mulheres em comitês diretivos. Sendo que, segundo os autores, níveis relativamente mais baixos de dívida tem sido um fator determinante de desempenho superior do mercado de ações nos últimos anos. Além disso, as autoras de “Lehman Sisters”, Renée B. Adams & Vanitha Ragunathan, descobriram que “bancos que apresentam mais diversidade no Conselho performam melhor que outros bancos”.

Ainda sobre a tomada de riscos das mulheres, o Centro de Gênero nas Organizações da Simmons School of Management examinou mais de 650 gerentes mulheres e descobriu que, na prática, elas correm riscos substanciais e seu comportamento é motivado pelas mesmas razões que as dos homens:
• Desejo de poder
• Dinheiro
• Autoeficácia (crença de que podem ser bem-sucedidas)

Entre as supostas razões pelas quais mulheres não são percebidas como profissionais que correm riscos, estudiosos ressaltam a de que não costumam fazer alarde do sucesso de suas decisões.

Para evitar o reforço desse estereótipo, é preciso incentivar as mulheres a mostrar suas realizações, incluindo sua abordagem para avaliar e aceitar o risco. Ao mesmo tempo, os líderes de negócios devem ser estimulados a apreciar o valor de atitudes equilibradas em relação ao risco e também os diversos estilos de tomada de decisão.

Os Conselhos agradecem.

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