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Quem quer ser conselheiro?

StudentsFazer parte de um Conselho pode proporcionar uma das experiências mais gratificantes de carreira: a oportunidade de testemunhar como uma empresa funciona nos níveis mais altos e de trabalhar e aprender com alguns dos mais bem-sucedidos, articulados e inteligentes profissionais que se poderia desejar encontrar.

Além de expor seus membros a diferentes estilos de liderança, culturas corporativas e modelos de negócios, o Conselho ajuda a ampliar o networking profissional e pessoal. Entre outros benefícios, também é uma excelente alternativa para executivos experientes que desejam continuar a praticar suas habilidades empresariais depois da aposentadoria, por exemplo.

Assim, não surpreende que muito líder por aí queira fazer parte de um Conselho. Só que antes de ser considerado para uma cadeira no Conselho, todo candidato deve se certificar tanto do que espera desse trabalho, como do que ele envolve na realidade.

Para testar a disponibilidade para participar de um Conselho, Julie Hembrock Daum, da North American Board Practice, recomenda que executivos meditem sobre as seguintes questões:

Por que você está interessado em fazer parte de um Conselho?
Lembre-se que a função de um conselheiro é muito diferente da de um gestor. É preciso se envolver em esferas mais altas e não aspirar a dirigir a empresa. Tenha clareza sobre suas razões para querer participar, particularmente sobre os desafios de negócios específicos ou questões de governança que mais o interessam e em que áreas poderá proporcionar perspectivas relevantes.

Você tem interesse em que tipo de Conselho?
Pense em setores relevantes para sua própria carreira, mas tente estreitar o escopo da pesquisa para as empresas para as quais suas experiências seriam úteis. É um jeito de aumentar suas chances de ser considerado.

Você é capaz de se comprometer totalmente como conselheiro?
O trabalho envolve muito mais do que apenas algumas reuniões da diretoria; você vai ter que servir em pelo menos um comitê e estar disponível quando surgirem problemas inesperados. É bom ponderar se conseguirá viajar facilmente para o local das reuniões oito ou mais vezes por ano. Seja realista com você mesmo: considere bem o que tem prioridade em sua vida profissional, e avalie se este é mesmo o momento certo para buscar um lugar na mesa do Conselho.

Pra arrematar, lembro que não há empresas perfeitas, nem Conselhos ideais. Candidatos a membros de Conselhos precisam entender que vão encontrar alguns problemas ao considerar qualquer empresa. Depois de refletir bastante, o essencial é avaliar se podem agregar valor real ao negócio.

 

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