Governança

O que fazer em caso de crise?

iStock_000006084405SmallANas últimas décadas, as responsabilidades do Conselho têm evoluído em resposta às mudanças nas expectativas de stakeholders e de imprevistos que afetam as organizações.

Assim, muitos Conselhos hoje têm sido mais cobrados por antecipar possíveis questões críticas e desafios que possam abalar as organizações, tornando-as minimamente preparadas para agir diante de uma crise.

Mas que papel o Conselho pode desempenhar para deixar a organização prevenida contra uma crise?

Um ponto que parece ser unanimidade é ter um plano de gestão de crises atualizado, que descreva como a organização vai reagir a uma crise e que inclua, por exemplo, a identificação das pessoas do Conselho e da gestão que terão um papel-chave durante a crise (quem será porta-voz da organização, quem assumirá a responsabilidade, etc.).

A alta liderança da organização e o Conselho são responsáveis não só por desenvolver esse plano de gestão de crise, como por garantir que ele esteja sempre vigente, trabalhando constantemente para identificar e mitigar riscos potenciais.

Afinal, organizações que adotam uma atitude prospectiva para monitorar questões críticas têm mais propensão de alertar o Conselho antecipadamente sobre eventuais problemas que possa vir a enfrentar, ajudando os conselheiros a lidar com essas circunstâncias, tais como a perda do CEO, uma aquisição/fusão, uma revolta de acionistas.

Vale lembrar que manter um relacionamento construtivo entre acionistas e o Conselho aumenta as chances de entendimento e compromisso mútuo, tanto em condições normais de negócios, como em tempos de crise.

No caso de uma crise real, David Anderson, especialista em governança, recomenda que os conselheiros lembrem o Presidente do Conselho sobre:

• Os diretores cujas habilidades, experiência ou relacionamentos são relevantes para a situação;

• Os planos de contingência que existem e que podem ser acionados;

• As abordagens estabelecidas para enfrentar crises, consistentes com os requisitos de boa governança, de regulamentação e padrões éticos.

 

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